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quarta-feira, março 15, 2006

VALE: MERCADO SE SOBREPÕE À PRESSÃO CHINESA SOBRE PREÇO DO MINÉRIO

AE, São Paulo, 15 - O diretor-executivo de Finanças da Companhia Vale do Rio Doce, Fábio Barbosa, acredita que as pressões constantes da China nas negociações do preço do minério de ferro não deverão ter força suficiente para impedir o reajuste da matéria-prima. O executivo explica que a forte demanda versus a oferta escassa deve fazer com que prevaleça a regra de mercado, com aumento dos preços. "O mercado é implacável e vai prevalecer."

Ele disse ainda que as medidas administrativas anunciadas pelo governo chinês para regular as importações de minério de ferro estão fadadas ao fracasso. Barbosa afirmou ainda que essas medidas não mudam em nada a política da empresa, que continua discutindo preços diretamente com seus clientes.

O executivo comentou também que a organização das usinas chinesas, que concentraram na Baosteel a responsabilidade de negociar com a mineradora, é um movimento normal e que reflete a extrema organização do mercado. "Discutimos atualmente com dois grandes grupos europeus e com dois asiáticos", disse.

Economia mundial

A economia mundial está vivendo um ciclo bom e continuará com seus principais fundamentos inalterados, podendo alcançar um crescimento de 4% em 2006, repetindo o bom desempenho do ano passado, segundo o diretor-executivo de Finanças da Vale. Ele citou que as perspectivas são da manutenção de crescimento nos Estados Unidos, de manutenção de bons sinais vitais na zona do euro e de expressiva melhora no Japão, o que assegura a continuidade de um ciclo virtuoso no cenário mundial.

Segundo Barbosa, as taxas de crescimento na China podem chegar a 10% em 2006, mantendo o ritmo de crescimento dos últimos dois anos, podendo registrar uma redução gradual nos próximos exercícios, mas sem chegar aos padrões ocidentais. Ele explica que a estratégia de urbanização maciça do governo chinês é bastante clara. Segundo ele, o objetivo é levar 300 milhões de pessoas para as cidades, que vai demandar maior consumo de energia, transporte e uma série de outros itens essenciais. "É um processo de mudança estrutural, que deve se manter e que terá impacto sobre o mercado mundial", afirmou o executivo, em reunião com analistas de mercado da Apimec São Paulo.

Barbosa destacou que a China investe atualmente 45% do PIB e a única coisa que pode restringir o crescimento do país é a escassez de matéria-prima. Apesar desse fator, Barbosa considera que o cenário continua sendo benigno. O executivo afirmou que as importações chinesas de minério de ferro aumentaram 31% nos últimos três meses e que, se prevalecer esse ritmo, o país deverá elevar em 80 milhões de toneladas o consumo dessa commodity neste ano (esse volume leva em consideração uma projeção de dados anualizados).

O executivo da Vale comentou que os estoques de minério nos portos chineses estão caindo e a tendência é a de que isso se mantenha. "Há uma escassez crescente", disse.
(Beth Moreira)

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