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quarta-feira, março 08, 2006

TAM DEVE COLOCAR TODA A OFERTA; QUEDA DO MERCADO AFETA PRECIFICAÇÃO

AE, São Paulo, 08 - A TAM deverá conseguir colocar toda sua oferta de 35,6 milhões de ações PN e ADRs, porém o preço de emissão deverá ficar bem aquém do que esperava a companhia. Segundo operadores consultados pela Agência Estado, a procura está fraca no varejo, inclusive bem abaixo da última operação realizada no mercado, da TOTVs.

Porém, os fundos estrangeiros, especialmente os focados em aviação, já teriam completado o book, de olho no lançamento dos ADRs na Bolsa de Nova York. A operação, segundo as fontes, representa um passo importante para a TAM, pois a coloca na mesma posição de negociação da Gol, até então a única empresa aérea brasileira listada na NYSE.

A forte queda da bolsa nos últimos dias, associada ao aumento da competição no setor aéreo e à forte valorização das ações da TAM desde o IPO, em 14 de junho de 2005, deverão pressionar o preço de emissão dos papéis para baixo. A ação PN acumula queda de quase 10% em março, ante recuo de 4,5% do Ibovespa no período,
sendo negociada a R$ 43,50 há pouco. O bookbuilding encerra-se amanhã à tarde.

Operadores comentam que os dados divulgados hoje pelo DAC confirmaram as expectativas de que a concorrência no setor está cada vez mais acirrada, por conta do aumento da frota de aviões, do menor índice de ocupação e das tarifas mais agressivas. Segundo o DAC, o movimento doméstico cresceu 22% em fevereiro em relação ao ano passado, mas a ocupação média dos vôos caiu de 69% para 66%. Semana passada, a Gol voltou com sua promoção de passagens a R$ 50, acirrando a competição. A BRA perdeu fatia de mercado em fevereiro, para 4,95%, mas teve o melhor índice de ocupação, de 73%. A TAM manteve-se na liderança, com 44,45% do mercado, mas seu índice de ocupação despencou para 66%.

Assim como ocorreu no IPO, em junho de 2005, a TAM escolheu um momento ruim do mercado para lançar ações. Na estréia, no ano passado, os papéis saíram a R$
18,00, no piso do intervalo de preço sugerido. Passada a tempestade, o ativo disparou e chegou aos R$ 53,53 em 27 de janeiro (alta de 197%). Nos últimos dias, com a piora do cenário para as bolsas mundiais, o papel recuou para a mínima de R$ 42,15 hoje.

A TAM emitirá 35,6 milhões de ações PN no Brasil e também sob a forma de ADRs na NYSE. Cada ADR representa uma ação preferencial. Considerando o preço neste
momento, de R$ 43,50, a operação deverá somar cerca de R$ 1,5 bilhão.

Do total da oferta, apenas 5 milhões de ações referem-se a uma colocação primária. O resto será vendido pelos acionistas Brasil Private Equity Fundo de Investimento
em Participações, Brazilian Equity Investments III LLC, Brazilian Equity LLC, Latin America Capital Partners II LLC, Latin America Capital Partners PIV LLC, Aerosystem
SA empreendimentos e Participações, além de "pessoas físicas identificadas no prospecto preliminar da oferta".

Segundo a companhia, os recursos da operação primária serão utilizados na renovação de frota e expansão, além de propósitos corporativos em geral. Os líderes da
operação são a Pactual Capital Corporation e a Credit Suisse Securities.

A quantidade total de ações poderá ser acrescida de um lote suplementar de até 15%, compreendendo novas ações a serem emitidas pela companhia. Adicionalmente os coordenadores têm, ainda, a opção de aumentar a oferta em 20% , para atender ao excesso de demanda.
(Téo Takar)

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