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sexta-feira, março 24, 2006

RESISTÊNCIAS DA CHINA PARA O MINÉRIO TRAVAM AS AÇÕES

AE, São Paulo, 24 - Os efeitos da resistência da China em aceitar novos reajustes de preço para o minério de ferro ainda são incertos, mas uma conseqüência já pode ser notada: a depreciação dos papéis da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), maior exportadora mundial do insumo. A avaliação de analistas do setor é de que a forte pressão do país asiático, aliada à atual consolidação do setor siderúrgico, reduz o poder de barganha da mineradora na mesa de negociação. Outro ponto que tem atrapalhado o desempenho das ações da companhia é a valorização do real, já que parcela expressiva do faturamento da empresa é formada pelas vendas externas.

De acordo com o analista da ABN Amro Real Corretora Pedro Galdi, os papéis da Vale alcançaram o pico de R$ 97,99 e vêm caindo significativamente nos últimos dois meses. “A forte demanda por minério fez com que o mercado criasse uma expectativa muito alta para o reajuste do minério de ferro, entre 30% e 40%. Com a entrada da China, no entanto, as previsões foram puxadas para baixo”, explica. O analista, que trabalha com uma expectativa de reajuste de 10% para o minério neste ano, tem um preço-justo de R$ 123,37 para as ações da companhia.

Para a analista da corretora Agora Sênior Cristiane Viana, os papéis da Vale estão exageradamente depreciados, já que as perspectivas para o setor de mineração são promissoras e certamente acarretarão em aumento de preço para o minério de ferro neste ano. Ela trabalha com uma expectativa de aumento de 19,4% em dólar para o minério e mantém um preço-alvo de R$ 130,26 para as ações da empresa em dezembro de 2006.

“Há outros fatores que favorecem a Vale, como os altos preços praticados para o insumo no mercado spot, a recuperação das cotações do aço, além do comprometimento da mineradora em expandir sua capacidade”, explica. Cristiane afirma que está otimista em relação ao setor e à mineradora brasileira, e destaca que as ações da Vale estão entre as Top Picks da corretora.

Luiz Alberto Binz, da corretora Geração Futuro, concorda que a China reduziu as expectativas em torno do reajuste do minério e destaca que o país é o maior consumidor mundial do insumo e tem mantido posição firme nas negociações. “Os chineses estão sendo muito duros na questão dos preços. É uma peculiaridade do país”, afirma. O analista concorda, no entanto, que o crescimento da demanda mundial por minério de ferro é inegável, além de ser uma tendência que deve se manter nos próximos anos. A expectativa de Binz é de um aumento entre 10% e 20% para o insumo.
(Beth Moreira)

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