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sexta-feira, março 24, 2006

MITTAL LIDERA PRODUÇÃO; GERDAU PERDE ESPAÇO PARA RUSSAS

AE, São Paulo, 24 - Com produção de 49,89 milhões de toneladas, a Mittal Steel assumiu em 2005 o posto de maior siderúrgica do mundo, segundo o ranking anual divulgado este mês pelo Metal Bulletin, conceituada publicação especializada do setor. O desempenho representa alta de 16,5% em relação ao ano anterior. Enquanto isso, a Arcelor passou para o segundo lugar, com produção de 46,6 milhões de toneladas, mostrando leve queda de 0,6%.

Em 2004, a Mittal, empresa de origem indiana, mas com sede na Holanda, havia produzido 42,8 milhões de toneladas, ficando com a segunda colocação, enquanto a Arcelor liderava o ranking, com 46,9 milhões de toneladas. Em 2005, a japonesa Nippon Steel, com 32,91 milhões de toneladas, segue em terceiro entre as maiores produtoras de aço do mundo, acompanhada de perto pela parceira sul-coreana Posco e a japonesa JFE Steel, com 31,42 milhões de toneladas e 29,57 milhões de toneladas, respectivamente.

A Gerdau, melhor colocada no ranking entre as brasileiras, perdeu posições para as russas Severstal e Evraz. Com produção de 13,70 milhões de toneladas em 2005, de 13,40 milhões de toneladas em 2004, a companhia brasileira caiu da 12ª para a 14ª posição. A Severstal subiu do 13º para o 12º posto, elevando sua produção de 18,80 milhões de toneladas em 2004 para 15,16 milhões de toneladas em 2005. A Evraz passou da 15ª para a 13ª colocação, com produção de 13,85 milhões de toneladas. A Usiminas passou da 22ª para a 29ª, com 8,66 milhões de toneladas, e a CSN despencou da 44ª para 50ª, produzindo 5,20 milhões de toneladas, de 5,51 milhões de toneladas em 2004.

Parte do declínio da posição brasileira se deve ao desempenho chinês. Na esteira da forte demanda interna, a China liderou a produção de aço em 2005, com 349,4 milhões de toneladas, seguida por Japão (112,5 milhões de toneladas) e EUA (93,9 milhões de toneladas), segundo o Instituto Internacional de Ferro e Aço (IISI, na sigla em inglês), que acompanha a produção siderúrgica de 61 países.

A Baosteel, maior siderúrgica chinesa, manteve a sexta posição internacional, com produção de 22,73 milhões de toneladas, mas há vários exemplos de companhias do país que surpreenderam. A Wuhan saltou da 20ª para a 16º posição no ano passado, ao produzir 13,05 milhões de toneladas, enquanto a Jiangsu Shagang subiu da 30ª para a 22ª posição, com 10,46 milhões de toneladas. A Jinan avançou da 35ª para a 24ª posição e a Laiwu foi alçada da 38ª para a 25ª, ambas com produção acima de 10 milhões de toneladas.

Em 27 de janeiro passado, a Mittal lançou uma oferta hostil de 18,6 bilhões de euros (US$ 22,5 bilhões pela cotação de hoje) pela Arcelor. A disputa prossegue desde então, enquanto as autoridades da União Européia (UE) consideram os possíveis efeitos de uma fusão de dois grupos desse porte sobre a concorrência. A chefe da Comissão da Livre Concorrência da União Européia (UE), Neelie Kroes, já declarou que sua avaliação será baseada apenas em questões envolvendo competição. Em sua proposta, a Mittal se comprometeu em vender a participação da Arcelor na canadense Dofasco para a rival alemã ThyssenKrupp.

A Arcelor já é resultado de uma megafusão, que uniu siderúrgicas da França, Luxemburgo, Bélgica e Espanha em 2002. Com sua oferta pela Arcelor, a Mittal afirma que pretende deter 15% do mercado mundial de aço até 2015, com meta de produção próxima de 200 milhões de toneladas.

O grupo combinado teria atualmente produção de 96,5 milhões de toneladas, concentrando perto de 10% da capacidade de produção siderúrgica mundial. Este percentual, considerado baixo para uma eventual maior fabricante de aço do mundo indica, segundo analistas, que o setor ainda tem muito espaço para consolidação.

Declarando-se contrária à união, a Arcelor saiu em busca de parceiros que possam evitar a fusão com a Mittal. A japonesa Nippon teria sido a primeira a ser sondada. No mês passado, a Arcelor comprou 38,41% da chinesa Laiwu Steel por 218 milhões de euros (US$ 263,5 milhões). A transação ainda depende da aprovação do governo central. Comentou-se também que a Arcelor estaria interessada na norte-americana US Steel, sétima maior siderúrgica do mundo, e na francesa Eramet, do setor de mineração e metais.

Em meio ao crescente movimento de fusões e aquisições no setor, no início da semana circularam rumores sobre uma possível fusão da anglo-holandesa Corus (9ª) com a russa Evraz (13ª). A transação colocaria o novo grupo entre os quatro maiores do mundo, com produção anual próxima de 32 milhões de toneladas.

As siderúrgicas brasileiras não estão fora da movimentação que atinge o setor. No final da semana passada, o jornal britânico The Independent afirmou que a britânica Corus voltou a estudar uma parceria com a CSN. A expectativa é de que um eventual acordo tratará de parceria diferente da proposta pela Corus em 2002, quando o grupo do Reino Unido pretendia uma fusão. Confira abaixo a lista das10 maiores siderúrgicas do mundo em produção (em milhões de toneladas).

1 - Mittal (Holanda) 49,89
2 - Arcelor (Luxemburgo) 46,65
3 - Nippon Steel (Japão) 32,91
4 - Posco (Coréia do Sul) 31,42
5 - JFE Steel (Japão) 29,57
6 - Shangai Baosteel (China) 22,73
7 - US Steel (EUA) 19,26
8 - Nucor (EUA) 18,45
9 - Corus (Reino Unido) 18,18
10 - Riva (Itália) 17,53

(Fabiana Holtz)

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