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quarta-feira, março 15, 2006

FUNDOS: SAFRA DESTACA VALE E EMPRESAS LIGADAS AO CRESCIMENTO INTERNO

AE, São Paulo, 15 - A maior volatilidade e a queda recente no volume financeiro devem fazer com que o Ibovespa se mantenha, no curto prazo, na faixa entre 36 mil e 39 mil pontos. A projeção é do superintendente de renda variável da Safra Asset Management, Valmir Celestino. Para ele, a oscilação e o desempenho mais fraco nesse período já eram esperados, após a euforia vivida pelo mercado no início do ano, mas o cenário para a Bolsa continua positivo.

Dos papéis que ficaram para trás e têm espaço para recuperação, Celestino aponta Vale do Rio Doce, que sentiu a queda do dólar e as negociações em torno do reajuste do minério de ferro. Este último fator, segundo o especialista, já está precificado, e a maior surpresa acontecerá caso o aumento venha um pouco maior do que o esperado pelo mercado.

Se Vale apresenta uma boa oportunidade, as demais empresas que possuem receita atrelada à moeda norte-americana não são uma aposta segura, ainda mais em um momento de maior oscilação como o atual, afirma.

O executivo acredita que as companhias com exposição ao mercado interno têm melhores perspectivas, em conseqüência da conjuntura favorável de juros em queda. Ele cita como positivos os setores siderúrgico - Gerdau e Arcelor - e construção civil (Duratex). “Continuamos apostando nas ações de varejo, como Ambev, Lojas Americanas e Renner, e nos bancos”, acrescenta. A perspectiva de uma expansão maior do Produto Interno Bruto (PIB) deve impulsionar também o setor elétrico, na avaliação do especialista do Safra.

Além das exportadoras, Celestino é reticente com as empresas petroquímicas. “Além do custo do petróleo, que pressiona as margens, a demanda internacional ainda não está aquecida, o que prejudica os resultados do setor”, explica. Ele observa ainda que as teles fixas não atravessam um bom momento, enquanto as celulares devem apresentar um ano melhor após as perdas do ano passado. “Percebemos a maior preocupação, ao menos das empresas abertas, em proporcionar maior retorno no lugar do crescimento”, afirma.

A queda dos juros deve ainda, segundo ele, atrair mais recursos para os fundos de ações ao longo do ano, especialmente por parte dos investidores de varejo. “Quando os investidores começarem a receber seus estratos dos fundos de renda fixa com rendimentos próximos a apenas 1% ao mês, deverá haver uma migração de recursos”, estima, lembrando que, apesar da queda nos últimos pregões, a Bolsa se mantém como o investimento mais rentável este ano.
(Vinícius Pinheiro)

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