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terça-feira, março 28, 2006

FT.COM: FUSÕES NO SETOR DE PETRÓLEO TRIPLICAM PARA US$ 160 BI EM 2005

Londres, 28 - O valor das fusões e aquisições no setor de petróleo e gás triplicou no ano passado para US$ 160 bilhões, o mais alto desde o boom de 1998, quando houve a fusão da Exxon e da Mobil, a BP comprou a Amoco e a Total adquiriu a PetroFina.

Os acordos envolvendo companhias de gás natural e petróleo da China, enquanto isto, devem crescer seis vezes para US$ 6 bilhões em 2005, uma vez que as mesmas se tornaram grandes players internacionais, comprando ativos do Equador até o Sudão e a Síria.

Um estudo a ser divulgado nesta terça-feira sugere que os executivos do setor de petróleo e líderes governamentais entraram numa atividade frenética de compra global, em meio à crescente pressão para garantir suas necessidades de petróleo e gás para alimentar a expansão econômica.

O estudo da Harrison Lovegrove, empresa de assessoria corporativa com sede na Grã-Bretanha, e John S. Herold, firma de pesquisa dos EUA, é largamente visto como o mais amplo relatório sobre fusões e aquisições no setor de petróleo e gás. O estudo mostra que, no ano passado, as companhias de petróleo se disponibilizaram a pagar 54% a mais por aquisições na América do Norte, com os executivos apostando que os elevados preços do petróleo vieram para ficar. Os preços de aquisições no restante do mundo dispararam 350%.

Excluindo a antiga União Soviética, os preços fora da América do Norte deram um salto de 155%. Os preços mais altos ficaram com o Canadá, por causa de sua estabilidade política e ambiente fiscal favorável.

O relatório apurou que mais de 240 acordos foram fechados no mundo, um aumento de 40% em relação ao ano anterior. Boa parte da atividade envolveu companhias negociadas em bolsa. As transações incluíram a compra de US$ 20 bilhões da Unocal pela Chevron e a aquisição de US$ 36 bilhões da Burlington Resources pela ConocoPhilips.

As companhias que estão sendo compradas são sobretudo as de porte médio --muito grandes para conseguirem bom crescimento com modestos resultados de perfuração, mas não suficientemente grandes para competirem com companhias nacionais de petróleo ou se aventurarem em novo terreno duro. As companhias nacionais de petróleo também tiveram programas ativos de fusões e aquisições.

Os acordos envolvendo companhias estatais totalizaram US$ 30 bilhões no ano passado, triplicando o valor de 2004.

A consolidação de Moscou de seu poder sobre os ativos de energia da Rússia envolveu a compra da participação de 10% da Gazprom, o monopólio natural de gás, e a aquisição de US$ 13 bilhões da Sibneft pela Gazprom, entre outras. O valor dos acordos totalizou US$ 20 bilhões.

Apesar do boom do ano passado, os executivos dos maiores grupos de petróleo continuam a alegar publicamente que potenciais aquisições seriam atualmente muito dispendiosas. (Carola Hoyos)

Fonte: Financial Times

(Traduzido por Regina Cardeal)

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