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segunda-feira, março 27, 2006

CENÁRIO SEMANAL: BOLSA ESPERA MUDANÇAS COM 1ª PRÉVIA DE NOVO IBOVESPA

AE, São Paulo, 27 - A semana é de ratificação de eventos importantes para Embraer, Vale do Rio Doce e Natura. Além disso, também abriga reunião do Federal Reserve, o Banco Central americano, que define, amanhã, os novos FED funds. Há alguns meses, as expectativas para as decisões sobre os juros dos Estados Unidos voltaram a ter força sobre o mercado, que ainda procura compreender os sinais do novo comandante da instituição, Bernanke. Na sexta-feira, a Bolsa paulista deverá divulgar a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa que será válida de maio a agosto.

Dia 31, a Embraer se reúne para aprovar reestruturação societária que resultará na pulverização do capital da aérea. O vice-presidente de Finanças e diretor de Relações com Investidores da empresa, Antonio Luiz Pizarro Manso, afirmou que a reformulação deverá estar concluída entre 5 e 6 maio. Na mesma data, a incorporação da Caemi pela Vale deverá ser aprovada pelos acionistas das duas empresas. Ainda não há data para a concretização da medida.

No primeiro caso, a Nova Embraer terá apenas ações ON em circulação no Novo Mercado. No segundo, as ações da Caemi serão retiradas de circulação e incorporadas às da Vale. Além disso, a semana também poderá trazer a estréia das cotações unificadas do Grupo Vivo, companhia que também foi submetida a reestruturação.

Esses fatos, isoladamente, já conferirão alterações na próxima carteira do Ibovespa, que não contará mais com Caemi, Embraer ON e os vários papéis do Grupo Vivo. No entanto a primeira prévia da segunda carteira teórica do Ibovespa deverá trazer uma forte redução da participação das ações PN da Telemar no indicador. Depois de perder o posto de blue chip no portfólio atual, a tele deixou de liderar, também, o mercado de opções e vê seu volume financeiro murchar há meses. Pelo comportamento dos papéis no mercado, Telemar deve perder mais algumas posições e cair da 2ª colocação para a 4ª.

Quando a carteira atual começou a valer, os pesos eram: Petrobras PN (9,227%), Telemar PN (8,117%), Vale do Rio Doce PNA (8,095%) e Usiminas PNA (5,593%). Na carteira do índice de 24 de março, sexta-feira, as composições já estavam bem diferentes. Petrobras ainda liderava com folga, com 9,514%; mas seguida de Vale PNA (7,421%), Usiminas PN, 6,727% e, depois Telemar, despencando para 6,569%. Com a incorporação da Caemi, as ações da Vale deverão ganhar peso adicional, porém sem a força para superar Petrobras neste portfólio, avaliam profissionais.

Como em meses anteriores, há expectativa para que as ações de Perdigão e CCR passem a compor o principal índice da bolsa paulista. Em contrapartida, Cemig ON pode deixar o indicador. Todas as mudanças, avaliam operadores, poderão causar impactos maiores nas distribuições de pesos do IBRX-50.

Dia 29, os acionistas da Natura se reúnem para aprovar o desdobramento de ações da empresa na proporção de 1 para 5. Uma vez aprovada, a medida começa a valer já na sexta. O vice-presidente financeiro da Natura, David Uba, afirmou que o desdobramento visa reduzir o preço do lote padrão da ação que "estava muito caro". "Nosso lote está entre os três mais caros do IBrX-50." Isso, segundo ele, estava inibindo a participação de pessoas físicas no total de acionistas, cuja participação caiu muito desde o lançamento das ações em bolsa, quando responderam por 15,9%. A empresa não informou a posição atual das pessoas físicas. Na sexta-feira, Natura ON fechou cotada a R$ 123,81. Era voz comum no mercado a avaliação de que as ações da fabricante de cosméticos estavam muito encarteiradas. O processo poderá favorecer a liquidez e quem sabe representar um novo passo na história de sucesso desta ação na Bolsa. Os desdobramento já favoreceu o desempenho recente de Petrobras e de Itaú, como exemplos.

A temporada de balanços caminha para o final. Hoje, para após o encerramento do pregão, estão previstos os números de Copel e CSN. Amanhã saem Bradespar, Comgás, Celesc, Hering e Renar Maçãs. Sexta-feira a Embraer deve mostrar seus números.

Todos os eventos terão como pano de fundo o cenário político brasileiro, agitado por conta do ambiente eleitoral. É crescente a sensação no mercado de que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci deixará seu posto. Segundo analistas, a confirmação da saída poderá causar algum estresse no mercado em um primeiro momento, porém qualquer rumo só deverá ser definido quando for conhecido o nome do eventual substituto do ministro. "A saída de Palocci já está no preço. No entanto, não há consenso sobre quem assumiria o ministério", afirma um profissional.

Os nomes cotados, de acordo com o noticiário, seriam Aloísio Mercadante, Ciro Gomes, Guido Mantega, além do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal e do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O fim do mês também marca o fim do período de desvinculação - ou seja, aqueles que desejarem concorrer nas eleições precisam abandonar cargos que eventualmente ocupem. Há expectativa para que Palocci, Henrique Meirelles e José Serra deixem suas atuais funções.

Conforme informou o correspondente da AE em Londres, João Caminoto, os investidores estrangeiros iniciam a semana mantendo-se cautelosos, mas calmos, em relação ao futuro de Palocci. Os ativos dos países emergentes registram poucos negócios nesta manhã nos mercados europeus, refletindo principalmente a cautela em torno da decisão amanhã do Fed sobre os juros nos Estados Unidos. A aposta é de um novo aumento de 25 pontos-base para a taxa; e a expectativa maior é pelas palavras do comunicado, que deverão sinalizar decisões futuras.

Estrategistas da city londrina consultados pela AE observaram que o noticiário no Brasil nos últimos dias em torno da permanência de Palocci tem sido contraditório e confuso, o que não permite se tirar conclusões sobre o tema. E as denúncias continuam. No fim de semana a Folha afirmou que verba publicitária da Nossa Caixa teria beneficiado aliados do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O candidato à presidência do Brasil pelo PSDB afirmou que o fato não tem veracidade e que não vai investigar o caso.

O saldo negativo de capital estrangeiro na Bovespa em março até 22 está em R$ 503,526 milhões.

Seguem as expectativas para a continuidade das negociações globais em torno do reajuste do preço do minério de ferro. O Citigroup abandonou o tom negativo sobre os preços dos metais e voltou a falar em correção na casa dos 20%. A casa avalia que o crescimento global, a oferta limitada e a contínua demanda dos investidores devem manter os preços mais fortes por um período mais prolongado do que o inicialmente previsto.

A avaliação foi divulgada em relatório distribuído no fim de semana, que tratava das atuais negociações das produtores de minério BHP, Rio Tinto e Vale do Rio Doce com as siderúrgicas chinesas e japonesas. Mês passado, muitas casas reduziram suas expectativas para um reajuste inferior a 15%.

O Citigroup elevou também suas previsões para os preços de outras commodities e melhorou os ratings das mineradoras listadas na Austrália, que hoje sobem.

Semana passada, o presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, endureceu o discurso em relação à postura adotada pela China nas negociações. O executivo destacou que intervenção do governo chinês nas negociações sobre o reajuste do preço do minério de ferro "acende uma luz amarela" nas conversas sobre investimentos em conjunto com companhias chinesas. Segundo ele, a China vem dando um "péssimo exemplo" ao tentar interferir nas atuais negociações de preço entre siderúrgicas e mineradoras.

A semana ainda traz expectativa por alguma notícia vinda da Petrobras sobre aumento nos investimentos para os próximos 5 anos. Dia 29, o conselho de administração da espanhola Telefónica se reunirá para discutir a proposta de fusão com a Telefónica Móviles. No mesmo dia, o calendário corporativo prevê, ainda, para dia 29, a primeira reunião pública do Universo Online (UOL) com investidores e analistas sobre os resultados de 2005. A companhia fez uma estréia polêmica na Bolsa paulista, com relatórios de recomendação díspares por parte das corretoras dos dois coordenadores de sua colocação de ações; Pactual e Merrill Lynch.

Ainda conforme a agenda, a partir de 31 de março e até 30/6 os detentores de bônus do Banco do Brasil da série B, emitidos e distribuídos gratuitamente aos acionistas em junho de 1996, poderão subscrevê-los em ações ON, na proporção de um bônus para cada 1,043933 ação. O preço do exercício é R$ 8,50.

A sexta-feira 31/03 marca fim de trimestre e poderá conferir alguma volatilidade extra para as carteiras, pelo fechamento de exercício. A partir da próxima semana, o pregão regular da Bovespa voltará a funcionar a partir das 10h.

Nos EUA, o calendário de indicadores econômicos da semana tem como destaques a divulgação do PIB final do quarto trimestre (quinta-feira) e os dados de renda e gasto pessoal de fevereiro e o índice final de sentimento do consumidor norte-americano da Universidade de Michigan (sexta-feira).

OFERTAS: Dia 28 começa a reserva de apenas dois dias das units de Equatorial Energia. Os pedidos podem ser feitos até dia 29, o bookbuilding fecha dia 30 e as ações estréiam na Bolsa dia 3 de abril. Cada unit representará uma ação ordinária e duas ações preferenciais da companhia. Inicialmente, a colocação prevê a distribuição de 32,4 milhões de papéis. A faixa de preço sugerida varia de R$ 11,75 a R$ 15,75. Pelos dados fornecidos, a empresa deseja captar, em média, R$ 450 milhões. Os papéis serão listados no Nível 2 da Bovespa.

Dia 29 começa a reserva para as 7,9 milhões de papéis da Saraiva Livreiros e Editores. Os pedidos podem ser feitos até 7 de abril. O preço das ações, após coleta de intenções, será definido dia 11 . A oferta deverá somar cerca de R$ 200 milhões.

PAINEL DA SEMANA: O Ibovespa encerrou a semana de vencimento de opções sobre ações com perda de 1,2%. Não houve papéis de peso para o índice entre as principais altas e baixas do mercado.

O destaque entre as valorizações foram os papéis ordinários da Cosan, que avançaram 24,8% depois de expressivos 3.563 negócios. A empresa vive um cenário favorável, com a quebra da safra australiana e o desempenho das cotações do açúcar nos mercados internacionais. Segundo operadores, no início da semana, duas casas estrangeiras, Credit Suisse e Merrill Lynch fizeram call de compra para as ações da Cosan. Além disso está no mercado o boato de que a sucroalcooleira está para anunciar a compra de uma usina
em Ribeirão Preto, com capacidade de moagem de 4 milhões.

Na onda de valorização das construtoras, LIX da Cunha PN subiu 42,9%, com 577 negócios, e João Fortes ON valorizou 29,5%, com 607 operações. A João Fortes Engenharia (JFE), uma das maiores construtoras do Rio de Janeiro, está estudando uma oferta pública de ações para captar R$ 70 milhões e, portanto, dobrar o capital.

Entre as maiores perdas, estiveram as ações ON da OHL com baixa de 9,3% e 811 operações. As ações das concessionárias rodoviárias caíram hoje por causa das notícias relacionadas ao setor de concessão rodoviária e transporte nos últimos dois dias. O Unibanco sugeriu, em relatório, que o investidor reduza exposição nas ações de empresas de concessão rodoviária neste momento. O Ministério dos Transportes publicou portaria que suspende o processo de licitação do trecho da BR-116, entre Nova Petrópolis e Porto Alegre (conhecido como "Polão"), e a BR-386, entre Tabaí e Canoas (RS). A CCR tinha 60% de participação no consórcio vencedor da licitação do Polão , em 1998, processo que foi suspenso posteriormente. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o processo de licitação da linha 4 do Metrô, do qual a CCR pretendia participar.

As celulares também continuaram em queda, com destaque para o Grupo Vivo: Tele Norte celular PN -9,1%; Tele Leste Celular PN - 8,4%; Tele Sudeste Celular PN -7,6%; CRT Celular PN -7,3%; TCO PN -7%. As PN da Sadia perderam mais 6,7%, depois de 2.924 negócios e ainda reagindo a preocupações com a gripe aviária.
(Ana Paula Ragazzi)

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