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segunda-feira, março 06, 2006

CENÁRIO SEMANAL: BOLSA AGUARDA BALANÇOS DE PESO E REUNIÃO DO COPOM

AE, São Paulo, 06 - A semana é cheia na Bovespa. Muitos balanços, com Vale do Rio Doce, hoje; conclusões de ofertas públicas de ações em andamento e os dias de reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Entre os informes das empresas sobre as performances de 2005, o destaque fica para logo mais, após o fechamento do mercado, com os números da Companhia Vale do Rio Doce. A expectativa pelos dados da gigante mineradora é sempre grande e o papel tem poder para influenciar os rumos do Ibovespa. Na sexta-feira, como os pregões já encerrados, a Caemi, que será incorporada pela Vale, divulgou lucro líquido recorde de R$ 1,758 bilhão em 2005, com alta de 190%. A empresa creditou o bom desempenho ao reajuste de 71,5% no preço do minério de ferro ano passado e aos recordes de produção e vendas. Para a Vale, analistas projetam ganho histórico de R$ 10,257 bilhões, resultado 58,3% superior ao registrado no ano anterior. Não bastasse este número, o mercado também espera por uma sinalização da empresa com relação ao reajuste que será praticado neste ano nos preços do minério de ferro. Após uma onda no mercado avaliar que ele poderia chegar a 30%, cresce a sensação de que a correção não deverá chegar a 20% _ e o papel tem sofrido ordens de venda por conta deste percentual menor.

Nesta segunda-feira, também após as 18h, saem os números da Grendene. Segundo analistas ouvidos pela AE, os resultados devem refletir a crise do setor de calçados brasileiro. Na média de três casas consultadas (Fator, Santander e Ágora), o lucro líquido da empresa deverá ficar estável em relação a 2004 (queda de apenas 2,6%), para R$ 196,5 milhões. O setor continua tentando fugir de suas dificuldades. A concorrente Azaléia, após fechar uma fábrica no Rio Grande do Sul, no ano passado, deverá terceirizar parte da produção de sua nova coleção com um parceiro chinês. Serão cerca de 30 modelos a serem produzidos na China (ver nota às 8h40)

A semana ainda concentra o balanço de duas varejistas relevantes no dia 8,
quarta-feira: Pão de Açúcar e a Guararapes. As duas empresas já divulgaram a receita de 2005, por meio de balanços mensais de vendas . Mais do que o retrato do passado, os investidores esperam pro guidances sobre o desempenho desse setor neste ano. Em princípio, as perspectivas são positivas, por conta do ano de Copa do Mundo, eleições e juros em queda.

Dia 9 é a vez de CPFL, Gol, Usiminas e Telemar - a antiga blue chip do mercado que, neste exercício deixou a divulgação de seus números mais para o final do período. O calendário de balanços desta semana traz, como se vê, empresas com relevante participação do Ibovespa. Dependendo dos resultados, elas terão poder para influenciar o desempenho do indicador.

No lado macroeconômico, o destaque é a reunião do Copom, a segunda do ano, de acordo com novo cronograma adotado pelo Banco Central. De acordo com o AE Projeções, a maior parte das apostas é de que haja a redução de 0,75 ponto percentual das taxas - embora haja a avaliação de que o cenário permite corte de 1 ponto. A nova Selic sai na quarta-feira.

Para a Bolsa paulista, a avaliação é a de que seu comportamento estará atrelado ao fluxo. Em fevereiro, a Bovespa registrou saída de R$ 561,622 milhões em capital externo. Março começou com uma entrada modesta, de R$ 13,610 milhões

Na agenda das companhias, para as TELES, um evento importante ocorre amanhã, quando a Portugal Telecom divulga os resultados de 2005, que trarão o desempenho consolidado do Grupo Vivo. A partir do primeiro trimestre deste ano, o mercado não terá mais que aguardar o balanço da Portugal Telecom, pois a Vivo será unificada no Brasil, bem como seus resultados. Também segue a expectativa para que a PT se manifeste de forma conclusiva a respeito da oferta de compra do Sonae, lançada no início de fevereiro e registrada oficialmente na Comissão de Valores Mobiliários portuguesa (CMVM) na segunda-feira de Carnaval.

O setor já inicia a semana agitado pela notícia de que a empresa de telecomunicações AT&T comprou a BellSouth. A transação é da ordem de US$ 67 bilhões e o negócio já embala os futuros de Nova York. (ver nota às
8h32)

O setor de ALIMENTOS continua buscando administrar _ e precificar_ a divulgação diária de novos casos da gripe aviária pelo mundo. Sadia e Perdigão estiveram entre as principais quedas da Bolsa, semana passada. Hoje a Polônia identificou seus primeiros dois casos da variedade H5N1 da doença. Alemanha, Rússia, Ucrânia e Eslováquia também já divulgaram casos.

Por conta do temor com a gripe das aves, as exportações brasileiras de carne de frango "in natura" somaram 190,3 mil toneladas em fevereiro, volume 7,8% menor que o embarcado em janeiro. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve queda de 9,7%.

No setor ELÉTRICO, segue a expectativa pela definição da venda da Light e da desestatização da Transmissão Paulista.

Para dia 8 está prevista, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, audiência pública para colher contribuições sobre estudos de viabilidade econômica e operacional relativos aos trechos da segunda etapa do Programa de Concessão de Rodovias Federais. No mesmo dia, os acionistas da Perdigão se reúnem para aprovar a conversão de ações PN em ON, desdobramento dos papéis em 200% e a migração para o Novo Mercado, conforme planos divulgados pela companhia.

Na agenda macro, internamente, hoje a Anfavea divulga seus indicadores de produção e vendas de fevereiro. Quinta-feira, o IBGE divulga a pesquisa industrial mensal da produção física brasileira de janeiro. Ainda sem data definida, a FIESP e deverá divulgar indicadores da indústria paulista de janeiro. Nos EUA, na quarta-feira, às 14h, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fala durante a convenção anual da Independent Community Bankers of America, em Las Vegas (Nevada). Quinta saem os números da balança comercial de janeiro. Na sexta-feira, 10 de março, saem os dados do mercado de trabalho americano de fevereiro.

OFERTAS: Na próxima quinta-feira será dia de estréia das ações da TOTVS (antiga Microsiga) no Novo Mercado da Bolsa paulista. Dia seguinte, sexta, começam a ser negociadas as ações da TAM, também alvo de oferta pública.

A TOTVS realiza oferta primária e secundária de 12,5 milhões de ações ordinárias. A faixa sugerida para os papéis varia entre R$ 27,00 e R$ 34,00; podendo ficar fora deste intervalo. No entanto, em aviso ao mercado, a TOTVS e os acionistas vendedores reservaram-se o direito de desistir de concluir a oferta caso o preço da ação após o processo de bookbuilding seja inferior ao piso da faixa estabelecida. Pelos números fornecidos, a companhia pretende captar, em média, R$ 380 milhões.

Do total da oferta, 8,9 milhões de papéis são em colocação primária e os 3,6 milhões restantes em oferta secundária. O período de reserva se encerra hoje e o bookbuilding fecha amanhã.

Já a TAM faz oferta global de 35,6 milhões de papéis preferenciais, inclusive na forma de ADRs - cada ADR representa uma ação preferencial. Incluídos os lotes suplementares, o mercado já calcula que a oferta da aérea poderá se aproximar de R$ 2,5 bilhões - valor bastante expressivo. Do total da oferta, apenas 5 milhões referem-se a uma colocação primária. Segundo a companhia, os recursos serão utilizados na renovação de frota e expansão, além de propósitos corporativos em geral. O período de reserva da operação termina dia 8. O book fechará dia 9.

Para manter o ritmo de ofertas incessantes deste ano, hoje a Diagnósticos da América informou detalhes de sua operação. A companhia colocará 11,928 milhões de ações ordinárias. De acordo com o fechamento do papel no pregão de sexta-feira na Bovespa, a empresa deverá captar recursos da ordem de R$ 690 milhões. No início do ano a Dasa informou aos investidores que deseja, com esta nova oferta, ampliar a sua dispersão acionária no mercado. O período de reserva inicia dia 13 e se estende até 21 de março. Dia 22 o preço das ações será definido após bookbuilding e os papéis objeto da oferta começarão a ser negociadas na Bovespa dia 24. A liquidação da operação está marcada para 28 de março.

PAINEL DA SEMANA: A semana curta, que contou com apenas dois pregões e meio pós Carnaval, foi de novos recordes em pontos do Ibovespa, que fechou com ganho de 1,6%.

Entre as maiores quedas da semana passada, estão Perdigão PN, com desvalorização de 9,3% depois de 983 negócios; e Sadia PN , com perda de 8,1% após 1.462 operações. Os papéis despencaram à medida que, a cada dia, novos casos de gripe aviária foram identificados por países na Europa. Ao apresentarem seus balanços de 2005, as empresas já alertaram investidores que previam um primeiro trimestre desaquecido com a queda das exportações diante do temor com a doença. Como estão vendendo menos para fora, o excesso de oferta, por aqui, tende a derrubar os preços no mercado doméstico.

Também se destacaram em queda: Tele norte Celular ON - 27%, com 110 negócios, Tele Norte Celular PN - 8,2%, com 299 operações, de Telemig ON, com queda de 4,8% e 74 negócios. As empresas vivem a expectativa de assembléias, suspensas até dia 20. Em pauta, está a destituição dos atuais e as eleições de novos membros para os conselhos de administração das empresas, incluindo presidente e vice. A reunião dos acionistas da Telpart foi marcada para o próximo dia 17, às 11 horas. Após a realização da reunião, estará eliminado o empecilho que impediu as fundações e o Citigroup de afastarem o Opportunity da gestão das empresas móveis nas assembléias do dia 22 passado. Depois de retirarem o grupo do banqueiro Daniel Dantas do comando das holdings móveis, os controladores partirão para etapa final: convocar e realizar as assembléias das operadoras Telemig Celular S/A e Amazônia Celular.

Lojas Renner ON -6,1% e Gol PN - 5,8% também estiveram entre as maiores quedas, em movimentações de realização de lucros após ganhos recentes.

Do lado das principais altas, o maior destaque foi a valorização de 11,1%, com 5.508 negócios, das ações ordinárias da Light. A companhia anunciou acordo com credores para a aprovação do processo de desverticalização da empresa, concluído em janeiro. A empresa conseguiu que os credores americanos aceitassem um prêmio de 1,5% sobre o principal da dívida, correspondendo a US$ 7,5 milhões. Esse era o ponto de discórdia. "Os credores chegaram a pedir 4% de prêmio e na última rodada de negociação, em janeiro, falaram em 3%, mas nossa proposta acabou sendo aceita", disse à AE o diretor de Relações com Investidores, Paulo Roberto Ribeiro Pinto.

Também se destacaram em alta: João Fortes ON + 64% com 35 negócios, beneficiando-se da onda de estréia de incorporadoras na Bovespa. ALL Units + 15%; Comgas PNA + 13,7% e UOL PN + 13,4% também registraram ganhos expressivos. (Ana Paula Ragazzi)

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