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quinta-feira, março 02, 2006

CENÁRIO 1: COMPANY SUSTENTA ALTA FORTE NA ESTRÉIA; SADIA CAI

(AE)

São Paulo, 02 - Após a Quarta-Feira de Cinzas de novo recorde de pontos para o Ibovespa, hoje o indicador opera de lado, com queda de 0,34%, aos 39.049. O giro continua forte; somava há pouco R$ 1,15 bilhão e projetava R$ 2,2 bilhões.

As ações ordinárias da Company fazem sua estréia, com alta expressiva, mas sem emplacar o maior giro financeiro do dia. Há pouco, o papel valorizava 19%, cotado a R$ 19,06, com volume de R$ 67 milhões, o quarto do dia. Petrobras PN negocia R$ 131,6 milhões, com queda de 0,62%.

A oferta da Company foi modesta; somou R$ 244,869 milhões e compreende a distribuição de 15,304 milhões de papéis; sendo 11, 304 milhões em colocação primária e o restante em secundária. No varejo, os pedidos de reserva foram atendidos integralmente até R$ 1.760,00, o equivalente a 110 ações. A liquidação financeira será na próxima segunda, dia 6.

Com a estréia da empresa, o Novo Mercado passa a contar com papéis de 4 incorporadoras. À exceção de Company, o dia é de quedas no setor: Cyrela ON perdia 0,96%; Rossi Residencial ON tinha baixa de 1% e Gafisa recuava 0,50%.

Segundo apurou a repórter Stella Fontes, a onda de ofertas de ações de empresas da construção civil na Bovespa não deve ser interrompida tão brevemente. Fonte conta que pelo menos quatro incorporadoras imobiliárias estariam se preparando para estrear na Bolsa entre 2006 e 2007, dentre as quais as paulistas Even, Tecnisa e Klabin Segall. "Mas há também empresas de fora do Estado que estão interessadas em captar recursos via abertura de capital", diz a fonte.

A receptividade dos papéis nas recentes operações - além da Cyrela, ocorreram as ofertas de Rossi Residencial, Gafisa e Company -, a profissionalização das empresas do setor e a possibilidade de financiar planos de expansão com custos adequados ao negócio, conforme especialistas, são os principais motores do crescimento do peso dessa indústria na Bovespa

Entre as principais quedas do dia, destacam-se Sadia PN, com -3%. Fora do Ibovespa, Perdigão PN cai 2,88%. Os papéis reagem à divulgação de novos casos de gripe aviária pelo mundo.

A FGV já informara que a influência da gripe aviária levou à intensificação da deflação nos preços de carne de ave industrializada no atacado, no âmbito do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Os preços das aves abatidas frigorificadas passaram de -6,91% para -12,81%, de janeiro para fevereiro.

Embora o Brasil não apresente focos da gripe, alguns países estariam fechando as portas para todo tipo de carne de frango, independente do país, o que prejudica as exportações. O excesso de oferta, internamente, contribui para a queda dos preços. O cenário, como bem advertiram Sadia e Perdigão ao divulgar os balanços de 2005, é ainda nebuloso para o setor.

No feriado, a S&P concedeu upgrade para o Brasil. Conseqüentemente, a agência subiu de "BB-" para "BB" os ratings de crédito em moeda estrangeira atribuídos a dez bancos brasileiros. Os ratings de crédito em moeda estrangeira e em moeda local dos bancos comerciais brasileiros estão agora igualados em "BB".

Após uma puxada de alta ontem, hoje os bancos caem: Bradesco PN -1,21%, tem giro de R$ 75,7 milhões, o segundo maior do dia. Itaú PN cai 1,28%.

A S& P também elevou os ratings de crédito em moeda estrangeira e em moeda local da Eletrobras e colocou os ratings em moeda estrangeira e em moeda local de Companhia Vale do Rio Doce, Usiminas, Telemar e Telemar Norte Leste em revisão (creditwatch) com implicações positivas.

Hoje é dia de queda para as ações ordinárias da Cosan, que perdem 2,5%. Conforme informou o repórter Gustavo Porto, o governo estuda medidas de intervenção nos casos de investimento estrangeiro no setor produtivo de açúcar e de álcool e também quer evitar um processo de concentração na expansão da fronteira canavieira nas mãos de poucos grupos privados.

"A onda de crescimento gerada no setor deve movimentar mais de US$ 10 bilhões até o início da próxima década e o governo defende que essa expansão seja eqüitativa, pois os preços do açúcar e do álcool estão altos e fornecedores seguem recebendo um preço muito baixo pela cana", afirmou o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Ele disse que entre as ações federais previstas está o incentivo na formação de conselhos paritários entre usinas e produtores, para a definição de preços pagos ao produtor nas novas áreas de expansão fora do Estado de São Paulo.

(Ana Paula Ragazzi)

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