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quinta-feira, março 23, 2006

CENÁRIO 1: CELULARES CAEM; ELETROBRAS ON E COSAN SOBEM

AE, São Paulo, 23 - Após uma abertura em que demonstrava força de alta, a Bolsa virou e não consegue se desvencilhar da queda de 1% desde o início da tarde. As celulares estão entre as principais perdas e Embratel puxa altas. Mas o assunto do pregão é Eletrobrás e seus resultados. Há pouco, o Ibovespa perdia 1,26%. O giro é de R$ 1,21 bilhão e projeta R$ 2,12 bilhões.

Segundo operadores, o mergulho para baixo se deveu à abertura fraca das Bolsas americanas, em queda. Os juros dos Títulos americanos de 10 anos dispararam e deram stop para algumas tesourarias. Por aqui, ainda, houve taxa de reversão. O Ibovespa futuro oscilou, em duas horas, da mínima de -1,39% aos 37.590 pontos, à máxima de + 0,62% aos 38.360 pontos. Operadores avaliam que algum investidor reverteu posições no índice; possivelmente vendeu quando o indicador bateu a máxima e acentuou a queda.

Há pouco, lideravam as baixas do Ibovespa as celulares: Tele Leste Cel PN -6,22%; TIM ON -5,88%; CRT Cel PNA -5,31%; TCO PN -4,11%; Telemig Cel PN - 4,71% e Telesp Cel PN -4,48%. Segundo operadores, o mercado exagera nas vendas, com a explicação pouco razoável de que o aumento da tarifa de interconexão móvel fixo desagradou. No entanto, Embratel, que seria mais diretamente afetada, lidera as altas da Bolsa, com valorização de 3,58%.

As ações ordinárias da Eletrobrás dispararam até a máxima de + 10,87% após a abertura. E ainda sobem: 2%. Em teleconferência, o diretor financeiro da empresa, José Drummond Saraiva, "garantiu" que a pendência referente aos dividendos atrasados do papel será resolvida neste ano. Entretanto, o executivo não detalhou como a questão, que se arrasta por cerca de 10 anos, será equacionada. Os valores, que estão sendo corrigidos pela taxa Selic, são estimados em torno de R$ 5 bilhões. O mercado aguarda por detalhes do pagamento dos proventos, uma vez que em diversas ocasiões a Eletrobrás acenou com uma solução para a questão - que nunca vêm.

Eletrobrás, que chegou a emplacar o segundo maior giro do dia, negociava R$ 59 milhões, atrás apenas de Petrobras PN, com R$ 132 milhões e alta de 0,33% e Vale PNA, que movimenta R$ 92 milhões e perde 0,13%. Eletrobras PNB, que esteve volátil pela manhã, há pouco caía ,2,98%. Na máxima, o papel subiu 3,2%.

Ontem, a empresa apresentou balanço de 2005, com queda de 24,6%, em seu lucro líquido, para R$ 974,589. A estatal informou ainda que o Ebitda caiu 15,5%, para R$ 7,229 bilhões. A margem Ebitda recuou de 42,9% em 2004 para 35,0%. Entre os analistas ouvidos pela AE, não havia consenso nas projeções para a última linha e o Ebitda ficou um pouco abaixo do esperado. Segundo operadores, o balanço foi "confuso"; apresentou muitas deduções e falta de detalhamentos a respeito de Chesf e Itaipu - apenas as informações sobre Furnas vieram detalhadas a contento.

Drummond Saraiva afirmou também que o grupo Eletrobrás pretende disputar os contratos de energia nova e de linhas de transmissão que o governo deverá licitar neste ano e avaliou que os resultados do ano passado foram prejudicados pela queda do dólar em relação ao real, já que a Eletrobrás é credora de recebíveis de Itaipu vinculadas ao dólar.

Após conhecer os números, Bear Stearns e Merrill Lynch destacaram em seus relatórios os resultados positivos da Eletrobrás no quarto trimestre do ano passado, com forte contribuição das subsidiárias, mas mantiveram a classificação da empresa em underperform e neutra, respectivamente, em razão dos riscos políticos e da participação da empresa em projetos polêmicos como a construção da usina de Madeira, com leilão previsto para este ano.

As ações da Vale iniciaram o dia em alta e há pouco estavam estáveis - o Pna sai a R$ 85,65 e o On a R$ 95,50. Cedo, a Vale informou que devido a interrupções no tráfego da Estrada de Ferro Carajás (EF Carajás), ocorridas durante o primeiro trimestre pela ação de terceiros, registrou redução de embarques de minério de ferro de aproximadamente 1 milhão de toneladas.

Segundo operadores ouvidos pela AE, a queda não representa muito para os negócios da empresa, em especial quando se observa o total embarcado pela companhia anualmente, de cerca de 230 milhões de toneladas do produto. De acordo com profissionais, a companhia fez o anúncio apenas para evitar qualquer surpresa ao mercado.

O diretor financeiro da mineradora, Fábio Barbosa, considera que a empresa não conseguirá recuperar a redução desses embarques. "Nós estamos trabalhando a plena carga, sem nenhuma folga, e qualquer atraso nos embarques são vendas perdidas", comentou. O executivo lamentou o ocorrido e não está seguro de que os índios não venham paralisar novamente a ferrovia nos próximos meses.

As ações ON da Cosan retomaram alta hoje - o papel avança 2,46%, para R$ 129,61. O banco de investimentos Morgan Stanley reduziu de equalweight para underweight a recomendação para as ações da Cosan, mas elevou o preço-alvo do papel de R$ 90 para R$ 120, "baseado na presumida alta dos preços das commodities e na aquisição da Corona". A redução da recomendação se deve ao fato de boa parte da evolução positiva já estar precificada, escrevem os analistas.

Voltando aos balanços, as ações da Copasa abriram chamando compradores, mas, instantes depois, viraram. Há pouco, caíam 1,26%, para R$ 24,30. A empresa, na noite de ontem, divulgou seu balanço de 2005. A companhia registrou lucro líquido de R$ 288,622 milhões, com alta de 14,1% em relação ao ganho obtido em 2004. O lucro operacional após o resultado financeiro foi de R$ 218,520 milhões, aumento de 42,0%. O Ebitda da empresa atingiu R$ 587 milhões em 2005, com um aumento de 25,96%. A margem Ebitda subiu de 39,0% em 2004 para 39,7% em 2005.

Na outra direção, as ações ON da CCR desvalorizam 4% com giro alto de R$ 40 milhões. Ontem o Ministério dos Transportes informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não prevê pedágio no trecho da BR-116, entre Nova Petrópolis e Porto Alegre (conhecido como "Polão"). O ministério informou que destinará investimentos de R$ 107 milhões no trecho da BR-116, com obras previstas para começar no segundo semestre deste ano. Em relatório distribuído aos clientes, o Credit Suisse classificou a medida como negativa para a CCR, apesar de ter mantido a recomendação neutra.

Mais uma oferta concluída chega ao mercado amanhã. A Diagnósticos da América (Dasa) informou que bookbuilding fixou em R$ 49,00 o preço de suas ações em oferta pública primária e secundária. No total até aqui, a empresa captou R$ 587,197 milhões. Foram distribuídos 11,983 milhões de ações ordinárias, sendo 3,3 milhões em colocação primária e os 8,6 milhões em distribuição secundária.

As ações da Dasa, desde a abertura, procuram o preço do book. Há pouco, o papel perdia 1,76%, pra R$ 50,10. Não houve rateio para investidores do varejo e, de acordo com fontes de mercado, a demanda pela operação foi de 2,5 vezes o book. Aproximadamente 70% da colocação ficou nas mãos do investidor estrangeiro. Segundo um profissional ouvido pela AE, a demanda tímida sinaliza que o papel pode estar caro.
(Ana Paula Ragazzi)

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