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segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Vem aí a meta de crescimento

Em segredo, o ministro Antônio Palocci prepara o lançamento de um novo modelo macroeconômico, fixando objetivos para o PIB
Adriana Nicacio, IstoÉ Dinheiro

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, quer mudanças na economia. De olho no cargo de coordenador da campanha de reeleição do presidente Lula, ele se convenceu de que o eleitor não vota olhando no retrovisor. Olha para a frente. Por isso, sua idéia é anunciar em março a adoção de metas de crescimento para 2007. É uma idéia que vinha sendo prometida pelo candidato Ciro Gomes em 2002 e que poderá ser o mote da reeleição de Lula em 2006. Depois de quatro anos seguindo o tripé metas de inflação, austeridade fiscal e câmbio flutuante, a política econômica ganharia um quarto elemento. Se a proposta de Palocci vingar, a primeira meta de crescimento, a ser ratificada na reunião do Conselho Monetário Nacional de junho, seria de 4,5% para 2007 – contra uma meta de inflação também de 4,5%. Palocci ainda prometeu a Lula aumentar os investimentos públicos para estimular o crescimento. Nas reuniões internas do governo, ele usa um eufemismo; diz que agora vai “manejar melhor o orçamento”. Significa que pretende ser mais flexível aos pedidos de verbas dos colegas. E prometeu ainda aliviar o arrocho monetário. “Vocês vão se surpreender com a queda de juros”, disse Palocci ao presidente Lula e alguns dirigentes do PT, dias atrás.

O problema desse plano é que Lula ainda não decidiu se Palocci ficará como ministro da Fazenda até o final de seu governo – ele pode ser deslocado para o posto de coordenador-geral da campanha de reeleição. Nas reuniões de governo, Palocci tem dito que prefere ficar no ministério e comandar, pessoalmente, a flexibilização da política econômica. Dentro do Palácio do Planalto, contudo, seus colegas garantem que ele está lutando como um leão para coordenar a campanha. Se Palocci sair, Lula pretende colocar em seu lugar alguém afinado com ele. Pode ser até um empresário. Palocci enfrenta ainda uma forte resistência da esquerda do PT. Tal facção, hoje comandada pela ministra Dilma Rousseff, prefere que a campanha seja coordenada pelo ex-ministro Tarso Genro. É para esse grupo que Palocci está acenando com as metas de crescimento e a promessa de investimentos públicos – e já surgem sinais de apoio no PT. “Agora vamos combinar metas de inflação com metas de crescimento”, confirma Ricardo Berzoini, presidente do partido. Mas fica a pergunta: por que só agora?

R$ 1,8 trilhão é a estimativa para o PIB brasileiro. Se as metas forem cumpridas, ele chegaria a R$ 2,3 trilhões ao fim de 2010

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