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quinta-feira, fevereiro 09, 2006

COSAN CONFIRMA NOVA EMISSÃO ENTRE US$ 100 MI E US$ 150 MI EM BÔNUS

Ribeirão Preto, 09 - O Grupo Cosan, maior conglomerado privado do País no setor sucroalcooleiro, confirmou há pouco que irá reabrir a emissão de bônus perpétuos e captar entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões com os títulos.

De acordo com o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores do grupo, Paulo Diniz, o preço só será definido amanhã e a emissão ocorrerá nos moldes da já ocorrida recentemente, cuja captação atingiu US$ 300 milhões. Os juros serão de 8,25% ao ano e a operação será coordenada pelas mesmas instituições financeiras da passada, o Credit Suisse e o Morgan Stanley.

Segundo o executivo, o volume financeiro arrecadado com os bônus perpétuos será utilizado no pagamento total do passivo líquido de R$ 241 milhões (cerca de US$ 100 milhões previstos na missão) da Companhia Açucareira Corona, cuja aquisição foi anunciada ontem.

"Os juros pagos por esse passivo chegam, em dólar, a 13% ao ano, o que é muito caro; queremos trazer para 8,25% com a operação e liquidar essa dívida", explicou Diniz.

Os US$ 300 milhões conseguidos na operação anterior foram utilizados no alongamento de curto para longo prazo do perfil da dívida do Cosan. Já os R$ 398 milhões investidos na Corona vieram dos US$ 400 milhões captados pelo grupo após a oferta pública de ações ocorrida no final do ano passado.

A venda da Corona passou por reviravoltas desde o ano passado. Inicialmente, um pool formado pelas tradings Crystalsev e Fluxo e pela multinacional Cargill chegou a confirmar o negócio, mas recuou.

Segundo fontes do setor, o passivo da empresa assuntou os norte-americanos da Cargill, que desistiram do negócio seguidos pela Crystalsev. A Fluxo permaneceu, se uniu à Água Santa, uma das empresas do Grupo Cosan, e comprou 70% de participação na empresa. Por fim, o Grupo Cosan adquiriu esses 70% das duas empresas e ainda os 30% que a família Ugolini, antiga proprietária, ainda mantinha na Corona.

Diniz admitiu que, apesar de a prioridade da companhia ser "arrumar casa" e recuperar economicamente a Corona, "o grupo está de olhos abertos para outras oportunidades no setor". O executivo avalia que setor sucroalcooleiro do Brasil - atualmente com cerca de 300 unidades produtoras nas mãos de 120 grupos - caminha naturalmente para consolidação de mercado. "E nós queremos fazer parte dessa desse novo mercado", concluiu. (Gustavo Porto)

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