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segunda-feira, fevereiro 06, 2006

CENÁRIO SEMANAL: MERCADO ACOMPANHA ESTRÉIAS DE VIVAX E COPASA

São Paulo, 06 - A Bovespa recebe esta semana duas novas participantes do mercado de ações. Na quarta feira, os papéis
da operadora de TV a cabo Vivax e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) estréiam no Nível 2 e no Novo
Mercado, respectivamente.

Se, por um lado, o momento de chegada pode ser favorecido pelo aspecto positivo do mercado de ações, com a Bolsa
acumulando recordes em pontos e giro médio diário, por outro, as ofertas de ações estão na berlinda, devido à sensação de
falha na precificação das ações do Universo Online (UOL).

O bookbuilding das duas ofertas fecha hoje. Na sexta-feira passada, a sinalização era que a procura por ações da oferta
inicial de Vivax entre os investidores institucionais superava o interesse pelos papéis da Copasa. Já no varejo, a demanda
pelos dois papéis seria boa e equilibrada.

O simples andamento das operações já influenciou o mercado, ao provocar aumento de negócios e de liquidez nos papéis
de Sabesp e Net. Houve a avaliação que, diante da sugestão de preços para as duas novatas, os valores das empresas
tradicionais no mercado estavam baixos.

No entanto, toda a atenção se concentra nos números de demanda e rateio das operações. Isso porque o mercado vem
observando pedidos inflados de reserva, na expectativa de garantir percentual desejado após o corte. Essa movimentação
estaria criando procura artificial pelos papéis ofertados ao mercado e puxando os preços.

A preocupação foi acentuada pelo caso UOL. Após a oferta, os coordenadores espalharam que a demanda teria sido de 18
vezes. O papel foi lançado a R$ 18,00, acima do teto sugerido, de R$ 16,50. Um mês depois, os coordenadores da
emissão soltaram relatórios distintos sobre o papel. O líder Merrill Lynch aconselho venda, com target price de R$ 16,10. O
parceiro Pactual recomendou compra, com preço alvo de R$ 26,00.

Além das estreantes, o mercado também convive com a situação curiosa de ter de escolher entre ofertas de ações de duas
concorrentes do mesmo setor: as incorporadoras Rossi Residencial, já conhecida do mercado; e Gafisa, que faz uma
espécie de reestréia.

No caso de Rossi, o período de reserva será de apenas 3 dias, de 7 a 10 de fevereiro; e as ações deverão ser negociadas
na Bolsa a partir do dia 15. A faixa de preço sugerida pela empresa foi de R$ 19,00 a R$ 23,00.

Já a líder de mercado Gafisa aceitará solicitações de 7 a 15 de fevereiro, para estrear na Bolsa dia 17. Aqui o intervalo é
entre R$ 15,00 e R$ 18,50.

Os parceiros de UOL, Pactual e Merrill Lynch estão, cada um, em uma operação. O banco de investimento americano é
coordenador de Gafisa, ao lado de Itaú BBA. Já a casa brasileira estrutura, ao lado do CSFB a operação de Rossi.

O mercado já considerou um "pequeno erro" o fato de as duas operações terem ido às ruas simultaneamente.
Intuitivamente, havia certa sinalização de que a procura seria maior por Gafisa do que por Rossi. Além do preço, a novata é
líder de mercado e uma opção diferente da já conhecida.

A coincidência dessas colocações pode ser um motivo a levar a incorporadora Company a adiar sua oferta. O mercado não
espera que essa operação seja retomada nas próximas duas semanas - também para evitar a canibalização entre
companhias do mesmo setor.

No início de janeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu a oferta da Company, após divulgação de
matérias veiculadas na mídia contendo declarações do diretor de Relações com Investidores da companhia, Luiz Rogélio
Rodrigues Tolosa, que infringiram, no entendimento da autarquia, a instrução 400 que prevê o chamado "quiet period".

Conforme apurou a repórter Stella Fontes, a autarquia retomou a análise do pedido de registro de oferta da Company em 23
de janeiro, após término do prazo de 30 dias corridos de suspensão imposto pela autarquia. Agora, a CVM tem 20 dias
úteis para analisar o pedido e caso haja necessidade de ajustes no prospecto preliminar da oferta, a Company terá 40 dias
úteis para cumprir as eventuais determinações da autarquia, que terá outros 10 dias para se manifestar novamente.

O registro do pedido de análise foi protocolado pela companhia em 19 de dezembro e dois dias depois, passou a valer a
suspensão. No ano passado, a companhia informou que a intenção era a de captar R$ 200 milhões por meio da oferta de
ações e tentar a listagem no Novo Mercado.

Antes mesmo que a Company complete o quarteto de incorporadoras na Bolsa, que conta, também, com Cyrela, a firma de
tecnologia TOTVS deverá apresentar sua oferta. A empresa já programou a intenção de estrear na Bolsa na primeira
semana de março.

Além das ofertas, o setor de siderurgia mantém-se no foco. Não apenas pela possibilidade de novos desdobramento da
oferta hostil da Mittal Steel pela Arcelor como pela expectativa do reajuste dos preços do minério de ferro.

O calendário de divulgação de resultados traz Braskem e Souza Cruz, quarta-feira. Em entrevista à AE, dia 26, o presidente
da Braskem, José Carlos Grubisich, afirmou que resultado da empresa em 2005 "vai ser bom". Segundo ele, o faturamento
líquido do grupo, que em 2004 foi de cerca de R$ 11 bilhões, saltou para cerca de R$ 12 bilhões no ano passado, apesar da
valorização de mais de 20% do real diante do dólar.

Segundo ele, o lucro da empresa em 2005 "ficou em linha" com o registrado em 2004, observando que isso é positivo diante
da alta do preço internacional do petróleo. Grubisich salientou que as exportações da empresa, que somaram cerca de US$
300 milhões em 2002, saltaram para cerca de US$ 1 bilhão no ano passado.

Hoje a Perdigão realiza teleconferência com analistas para comentar seu desempenho de 2005. A companhia divulgou
balanço na quinta, com números próximos ao esperado. No entanto, a empresa previu um primeiro trimestre de 2006 difícil,
por conta de quedas das vendas, detonada pelos casos de gripe aviária.

Com este panorama, cria-se a expectativa em torno dos resultados e comentários de Sadia, que divulga balanço na outra
segunda-feira (13). Na mesma data, saem os dados de TAM e Submarino.

A agenda macroeconômica traz indicadores de indústria nacional, CNI, de dezembro, hoje. Amanhã, a Anfavea divulga
dados de janeiro e a FGV, o IGP-DI do mesmo mês. Quarta sai o IPCA. Na sexta, as primeiras prévias de fevereiro do
IGP-M e IPC Fipe. OS EUA divulgam a balança comercial de dezembro na sexta.

Esta semana o ministro das Comunicações, Hélio Costa, prevê que o governo brasileiro deverá decidir, pelo menos, qual o
sistema de transmissão (modulação) de TV digital que será adotado no País. No dia 10, a Companhia Energética de
Brasília (CEB)realiza assembléia geral extraordinária para deliberar sobre proposta da diretoria referente à reestruturação da
CEB Lajeado, subsidiária integral da companhia.

PAINEL DA SEMANA

O Ibovespa recuou 1,5%, para 37.261 pontos, registrando volume diário acima de R$ 2,3 bilhões. A queda representa uma
realização saudável diante da valorização de 14,7% registrada em janeiro e de seguidos recordes de pontos, até a marca de
38.484 pontos, registrada em 1º de fevereiro.

Banco do Brasil ON (+9,3%) ficou entre as principais altas da semana, impulsionada por rumores de que o banco estatal
aumentaria a participação de estrangeiros em seu capital. Na quinta-feira à noite, o banco esclareceu que fará uma oferta
pública de ações, com a venda das fatias de Previ, BNDES e FGE, elevando o capital em circulação em 7,5%. A instituição
afirmou que não há qualquer decisão sobre o aumento de limite de participação estrangeira.

Porto Seguro ON avançou 8,3% com a notícia de que a empresa estuda a viabilidade de transformar a Portoseg S/A em
banco múltiplo. "Porém, é importante ressaltar que não há ainda qualquer decisão sobre a citada mudança de objeto social
da Portoseg, não havendo prazo determinado para tal definição", afirmou a companhia. A empresa disse, em resposta a
reportagem veiculada na imprensa, que faz parte da rotina de sua administração a análise e avaliação de novos produtos e
serviços.

CSN ON disparou 8,1%. A siderúrgica anunciou dividendo de R$ 3,63 por ação nesta semana. Além disso, o Merrill Lynch
reiterou a compra das ações ao comentar, em relatório, o projeto de expansão da CSN para a mina Casa de Pedra. A
empresa estima que a capacidade da mina Casa de Pedro deve chegar a 45 milhões de toneladas/ano em 2008 (incluindo 3
milhões de toneladas da pelotizadora. Atualmente, a mina produz 16 milhões de toneladas/ano, mas deve alcançar 21
milhões de toneladas/ano no final de 2007. De acordo com os cálculos do Merrill, o minério de ferro deve representar 25%
do Ebitda da companhia em 2007. "Na nossa opinião, a administração da CSN vai continuar se esforçando para incentivar
os investidores a corrigir o valor desses ativos nos próximos meses", observaram os analistas.

Localiza ON avançou 5,9%. A empresa de locação de veículos anunciou que sua participação de mercado subiu de 16%
para 18% em 2005, segundo dados da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla). O faturamento do
mercado brasileiro totalizou R$ 2,890 bilhões no ano passado. A empresa afirma que o aumento de market share deve-se
ao crescimento de 40,6% no volume de negócios em aluguel de carros e de 19,4% em aluguel de frotas, resultando num
número de diárias 29,2% superior ao de 2004.

Já TIM Participações PN recuou 8,9% na semana passada. Apesar da companhia ter anunciado um aumento de 50,1% no
lucro líquido de 2005, para R$ 399,2 milhões, a divulgação do balanço veio acompanhada de uma reestruturação societária:
a incorporação da TIM Celular. Analistas que avaliaram a propostas consideram que o preço da TIM Celular ficou elevado, o
que resultará em grande diluição para os minoritários da empresa listada. Haverá um aumento de capital de R$ 5,983
bilhões na TIM Participações totalmente em favor do controlador.

A conclusão é que os múltiplos implícitos nos laudos de avaliação da TIM Celular estão acima da média do setor, inclusive
de pares internacionais. Por isso, os especialistas recomendam cautela e acreditam que as ações ficarão pressionadas no
curto prazo.

Iochpe-Maxion PN caiu 7,5%. A empresa concluiu nesta semana uma oferta secundária de R$ 340 milhões em ações, ao
preço de R$ 19,25 cada. BNDESPar, o Fundo de Participação Social (FPS), ligado ao BNDES, e o fundo Fator Sinergia
venderam suas fatias na empresa. Houve um rateio de 4,12% para os pedidos de varejo, sendo que os pedidos até R$ 5 mil
foram integralmente atendidos. O papel fechou cotado a R$ 19,00 na sexta-feira.

Nossa Caixa ON registrou perda de 8,6%. O UBS rebaixou a recomendação para as ações do banco de "compra 2" para
"neutro 2" devido ao reduzido potencial de valorização do papel após a alta recente do papel. "O recente forte desempenho
da ação reduziu o potencial de valorização para o nosso preço-alvo de R$ 55", disse UBS. O papel ON da Nossa Caixa
registrou a alta de 41% no mês de janeiro.
(Ana Paula Ragazzi e Téo Takar)

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