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segunda-feira, fevereiro 20, 2006

CENÁRIO 1: PETROBRAS DOMINA GIROS E VENCIMENTO DE OPÇÕES; LIGHT SOBE

(AE)

São Paulo, 20 - Depois da divulgação de números recordes referentes a seu balanço de 2005, as ações preferenciais da Petrobras dominam as negociações na Bolsa paulista, em dia que concentrou, também, vencimento de opções sobre ações.

Há pouco, o Ibovespa perdia 0,40%, aos 38.266 pontos. Na primeira hora do pregão, o índice esteve sem atualização, por problemas técnicos, sem mais explicações fornecidas pela Bolsa paulista. O giro financeiro é de R$ 1,58 bilhão, dos quais R$ 697 milhões referem-se ao vencimento de opções. As opções com Petrobras PN lideraram; com R$ 442,310 milhões. O maior giro concentrou-se na opção a R$ 39,58, com R$ 102 milhões. Petrobras PN a R$ 41,58 negociou R$ 85 milhões e a R$ 43,48, outros R$ 75 milhões.

As opções com Telemar PN giraram R$ 128,659 milhões. O destaque foi o exercício a R$ 38,00, com 79 milhões. O exercício com Vale PNA somou R$ 11,535 milhões e com Net PN alcançou R$ 13,8.

As ações preferenciais da Petrobras lideram os volumes, com giro de R$ 282 milhões e valorização de 1,16%. O papel ON sobe 1,52%. Para se ter idéia da força da petrolífera hoje, o segundo maior volume do dia é de Telemar PN, com apenas R$ 55 milhões e alta de 0,38%. Vale PNA negocia R$ 46 milhões, com perda de 0,9%.

A Petrobras divulgou lucro consolidado recorde de R$ 23,725 bilhões, com alta de 40%, em 2005. O resultado ficou em linha com a expectativa dos analistas consultados pela AE. O Ebitda, de R$ 47,808 bilhões, também ficou perto das estimativas dos analistas.

A avaliação é que a última linha do balanço trouxe resultado excepcional apesar de o Ebitda ter vindo um pouco abaixo do esperado por algumas casas, por conta de oscilações do resultado financeiro e operacional.

O dia hoje é recheado de balanços importantes. Outro resultado classificado como "excepcionalmente bom" pelos operadores foi o apresentado pela Light. As ações da elétrica disparam 9,13% e aparecem na liderança da lista de altas do Ibovespa. O papel é negociado a R$ 16,27, com giro de R$ 7 milhões.

Na noite de sexta, a Light divulgou balanço e informou que saiu de prejuízo de R$ 97,606 milhões em 2004 para lucro de R$ 242,844 milhões em 2005. A receita líquida cresceu 19,61%, para R$ 4,885 bilhões. Houve crescimentos significativos em receita e lucro, além de redução de despesas. Alguns operadores apontavam que a melhora da performance teria a ver com a energia compra pela empresa em leilões, além da melhora no nível de eficiência da companhia.

Já o informe do Banco do Brasil não agradou tanto. As ações ordinárias do BB estão em queda de 3,67%, cotadas a R$ 57,80. O BB lucrou R$ 4,154 bilhões, com crescimento de 37,4% em relação a 2004, ganho 6% abaixo do esperado pelos analistas. Considerando apenas o quarto trimestre, o lucro do BB foi de R$ 737 milhões, 4,4% inferior ao do mesmo período de 2004. A média das estimativas dos analistas apontava para o trimestre resultado de R$ 1,006 bilhão. A carteira do banco atingiu R$ 101,8 bilhões no final do ano passado, o que representa crescimento de 14,9% em relação a 2004. A instituição é líder na concessão de crédito no País, com 15,3% de participação no mercado.

As despesas com provisão em 2005 subiram 19,6%, para R$ 5,407 bilhões. Segundo o vice-presidente de Finanças e Mercado de Capitais do Banco do Brasil, Aldo Luiz, o crescimento nas despesas deveu-se essencialmente ao tratamento "conservador" dado à carteira de agronegócio.

Operadores destacam como aspecto negativo o crescimento de custos desproporcional ao crescimento de credito do banco.

O BB também informou que o free-float no mercado deverá sair dos atuais 6,9% para 16,5% já no primeiro semestre do ano. Isso ocorrerá em razão da venda de 7,5% do capital anunciada e também pelo exercício dos bônus de subscrição emitidos pelo banco em 1996. Com isso, faltará menos de 10% para que o banco alcance o mínimo de 25% que é o requisito para a adesão ao nível 1 da Bovespa. Dos 7,5% da oferta secundária de ações, 1,5% serão da carteira própria do BB, 2% do BNDESPar, 2% da Previ e 2% do Fundo de Garantia à Exportação.

Também hoje fundos de investimento anunciaram que farão oferta pública dos Bônus do BB, com leilão na Bovespa. Por conta da forte diferença da cotação dos bônus, na casa dos R$ 35,00, com o desempenho da ação no mercado à vista, próxima a R$ 60,00, a sinalização é de que os fundos resolveram vendê-los para embolsar ganhos. A necessidade da oferta se deve ao fato de os fundos terem participação superior a 3% nesses bônus.

Os papéis da Cosan chegaram a despencar 10% logo após a abertura, mas há pouco recuavam apenas 1,98%, negociadas a R$ 103,90. Segundo operadores, o mercado espera por novo prejuízo da empresa, em seu terceiro trimestre fiscal, encerrado em janeiro.

Perdigão PN tem leve alta de 0,52%, enquanto Sadia PN cai 1,40%. Na sexta-feira, a Perdigão informou que irá aderir ao Novo Mercado com a conversão, à razão de 1 para 1 de ações preferenciais em ordinárias - sem prêmio, portanto. O diretor-presidente da Perdigão, Nildemar Secches, esclareceu que, com a decisão, o bloco controlador da empresa, liderado pela Previ e a Petros, passará a ter 49% do capital total, ante 80% do capital votante anteriormente. Desta forma, o free float da companhia será de 51%. Hoje, este porcentual é de 67% das preferenciais e 20% das ordinárias.

Em seu segundo dia de negócios, as ações da Gafisa caem 1,21%, para R$ 23,66, e movimentam R$ 31,7 milhões. Ainda na seara de ofertas, a TAM anunciou a sua hoje. O papel cai 0,50% para R$ 49,53. A colocação de papéis já era esperada pelo mercado. No entanto, operadores observam que se exercidos os lotes suplementares e greenshoe, a oferta pode chegar a R$ 2,5 bilhões, valor bastante expressivo.
(Ana Paula Ragazzi)

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