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terça-feira, fevereiro 14, 2006

CENÁRIO 1: ELÉTRICAS SEGUEM PUXANDO ALTAS; GIRO DE ROSSI SE DESTACA

(AE)

São Paulo, 14 - O início da tarde conferiu volatilidade à Bolsa paulista que, em cerca de uma hora variou entre a mínima de -0,61% e a máxima de +1,67%. Operadores avaliam que o índice tende a oscilar cada vez mais em torno do vencimento de Ibovespa futuro e de opções sobre índice, amanhã. Hoje ainda havia 45 mil contratos em aberto para o vencimento do índice, valor alto para a véspera. A briga estava nos 37 mil pontos.

Instantes atrás, o Ibovespa subia 1,5%, aos 36.653 pontos. O giro financeiro soma R$ 1,42 bilhão. O giro de Petrobras está fortalecido e já soma R$ 240 milhões. Vale PNA negocia R$ 150 milhões. Pela manhã, as blue chips estiveram em baixa, mas há pouco subiam levemente; 0,5% a petrolífera e 0,13% a mineradora.

Nos primeiros minutos do pregão, as ações PN da Cesp dispararam mais de 8%, sossegaram um pouco e agora subiam 4,88%, para R$ 25,80. O papel tem sido embalado pela expectativa de desestatização da Transmissão Paulista, cujos recursos deverão ser usados na capitalização da Cesp. Dia 16 deverá sair o reajuste tarifário da CTEEP e, após este número, serão fechadas as contas a respeito do valor da empresa. Além disso, o mercado trabalha com a possibilidade de que a privatização da elétrica ocorra em 15 de março e, portanto, espera que, nesta semana ainda, ou seja, com 30 dias de antecedência, possa sair o cronograma oficial da operação.

Neste cenário, o Credit Suisse Latin America Equity Research reiniciou a cobertura de Cesp, com rating outperform e preço alvo de R$ 35,00 - tanto para as ações ordinárias quanto para as preferenciais.

O Credit Suisse estima um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão por conta da venda da CTEEP. Além disso, cita uma capitalização adicional vinda de acionistas minoritários e outros investidores, que poderá elevar o aumento de capital para até R$ 2,8 bilhões. Na avaliação do Credit Suisse, esses recursos deverão representar um momento decisivo, de virada, para a companhia, marcada por uma história de problemas financeiros.

O relatório, no entanto, faz a ressalva de que, de acordo com o valor estimado para o aumento de capital da empresa, o target assumido é conservador. Porém "se houver alguma falha no processo de privatização da Transmissão Paulista, mudaremos nossa recomendação para as ações da Cesp".
Eletropaulo PN liderava as altas do Ibovespa, com ganho de 7,75%, para R$ 120,49. O papel segue o embalo de Cesp que, apenas em fevereiro, sobe 39%; em 2006, a valorização acumulada é de 88%. Eletropaulo avança 17% este mês e 19% em 2006.

Se os investidores acordaram para as elétricas, continuam, também, bastante animados com Cosan. Hoje a ação da sucroalcooleira valoriza 3,43%, para R$ 118,95, com giro de R$ 28 milhões. O papel se beneficia da alta dos preços do açúcar e também dos combustíveis.

BALANÇOS: Hoje o mercado repercute os números de Sadia e Klabin.

As ações da Klabin caíram pela manhã, mas viraram há pouco e subiam 1,42%. Na mínima, caiu 3,60%, logo após a abertura. No ano, o lucro da empresa teve redução de 32% para R$ 309 milhões. Apenas no quarto trimestre, o lucro caiu 71%, para R$ 26,1 milhões na comparação com igual período de 2004.

A empresa relaciona o desempenho fraco à valorização de 11,7% do real frente ao dólar, aos preços mais baixos do kraftliner, seu principal produto de exportação, no mercado internacional e a elevação dos custos com produtos vendidos. Apesar do início da recuperação dos preços do kraftliner no quarto trimestre, esse fator e o câmbio contribuíram para o recuo nas margens e resultados de 2005.

As ações da Sadia abriram em alta, mas logo viraram. Há pouco, Sadia PN caía 0,32%, com R$ 17 milhões negociados. Ontem o papel esteve em queda, por conta de novas notícias envolvendo a gripe aviária. Em fevereiro, a perda acumulada é de 14,50%. Perdigão PN hoje perde 2,86%.

A Sadia lucrou R$ 657,3 milhões no ano passado, com alta de 49,6%, resultado em linha com o projetado pelos analistas. A empresa, assim como a Perdigão, afirmou que o registro de gripe aviária na Europa já está afetando as vendas externas da empresa em razão da redução da demanda. Os efeitos, na sua previsão, devem se estender até o final do primeiro semestre e podem levar a empresa a rever a previsão de crescimento das vendas externas. Com isso, o guidance de aumento de 13% na receita total em relação a 2005 também pode não ser atingido.

OFERTAS: A Rossi Residencial informou hoje que bookbuilding fixou em R$ 25,00 o preço de suas ações em oferta primária e secundária de ações. Desde a abertura, o papel, que fechou ontem a R$ 25,55, procura este valor. Instantes atrás, Rossi ON caía 2,62%, para R$ 24,88. O giro financeiro está entre os maiores do dia, com R$ 66 milhões.

Segundo operadores a demanda pela operação foi de três vezes; fraca em relação a ofertas anteriores. Profissionais destacam também que houve grande pressão vendedora logo na abertura - o papel foi a leilão no megabolsa, por oscilação de -6%. Operadores dizem que o rateio pode ter surpreendido investidores que fizeram reservas infladas - eles já teriam vendido os papéis a descoberto, hoje. As ações objeto da oferta começam a ser negociadas na Bovespa amanhã.

A avaliação é que a oferta da concorrente Gafisa, em andamento, chama mais recursos do que a Rossi. A reserva dos papéis termina amanhã e o bookbuilding fecha dia 16. O início das negociações das ações no Novo Mercado da Bovespa está marcado para sexta, 17.

Uma terceira empresa do setor, a Company, iniciou ontem road show de sua colocação de ações.

As ações ordinárias da Kuala, antiga Artex, estiveram em leilão hoje, após a empresa comunicou que fará uma oferta de ações para fechamento de capital, a R$ 6,60 por ação ordinária ou preferencial, corrigido pela TR mais 6% ao ano.

Dia 7 de fevereiro, último dia em que foram registrados negócios com os papéis, Kuala ON valia R$ 5,01 e PN, R$ 3,41 - valores abaixo do preço sugerido na OPA.

Há pouco, Kuala PN valorizava 78% para R$ 6,07 com três transações. Kuala ON subia 68,66, para R$ 8,45, depois de dois negócios.
(Ana Paula Ragazzi)

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