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quarta-feira, fevereiro 08, 2006

CENÁRIO 1: COPASA E VIVAX SOBEM, MAS SEM BRILHO; BOLSA SEGUE EM QUEDA

(AE)

São Paulo, 08 - Em dia de dupla estréia no mercado, a Bovespa opera mais um dia no vermelho, acompanhando as quedas nas demais bolsas emergentes. Há pouco, o Ibovespa recuava 0,24%, para 36.473,9 pontos. O volume até o momento soma R$ 1,53 bilhão e projeta R$ 2,67 bilhões para o fechamento.

O giro expressivo é inflado pelos primeiros negócios com as ações ON da Copasa e as units da Vivax. Ambos os papéis operam com ganho, mas não apresentam nem de perto o brilho de IPOs anteriores, como UOL e Nossa Caixa, ambos com valorização de dois dígitos nos primeiros negócios. O giro com a empresa de saneamento de Minas Gerais, de R$ 122 milhões, é apenas o terceiro maior da Bolsa.

O primeiro negócio com Copasa ON foi fechado a R$ 23,80, ganho de 1,28% em relação ao preço de oferta (R$ 23,50). Há pouco, a alta era maior, de 3,83%, para R$ 24,40. Na máxima, a ação atingiu R$ 24,57. Apesar de o ganho não ser o esperado, a oscilação menor não chegou a ser uma surpresa, em razão até da natureza mais conservadora do negócio.

O presidente da Copasa, Márcio Nunes, disse hoje que a empresa deverá investir R$ 920 milhões este ano para expansão dos serviços na área de concessão. Até 2009 a previsão é de aportes de R$ 2,92 bilhões.

Os papéis da Vivax, por sua vez, estrearam com ganho de 6,08%, a R$ 25,99, perto da máxima até o momento, de R$ 26,00. Há pouco, a valorização das units era de 4,90%, para R$ 25,70, com R$ 89,6 milhões em negócios. Nas palavras de um operador, o desempenho da ação é "decepcionante". Após a forte demanda registrada durante o bookbuilding, o mercado projetava uma abertura em alta de até 15%.

Segundo o diretor de Operações da Vivax, Antonio João Filho, a empresa vai privilegiar o crescimento sem abrir mão de margens e rentabilidade.

Entre os papéis com maior peso Ibovespa, Telemar PN sobe 0,23%, com R$ 42,7 milhões em negócios, e a ON opera com ganho de 1,38%, após 253 transações.

A valorização de Telemar tem relação direta com as ações da Vivo, que também mantêm a trajetória de alta nesta quarta-feira, mas com intensidade menor do que a registrada no pregão de ontem, após o anúncio da oferta de compra da Portugal Telecom feita pelo Sonae.

A intenção declarada dos executivos da rede varejista de negociar a venda da participação de 50% da PT na Vivo, cujo controle é dividido com a espanhola Telefónica, confirmando as especulações do mercado, dá um fôlego adicional aos papéis das empresas que compõem o Grupo, em especial os ON.

Mesmo que o negócio não seja fechado, a expectativa é de que o horizonte de tempo para as mudanças no controle da Vivo seja menor do que o inicialmente esperado, na visão de um analista que preferiu não se identificar.

Há pouco, Telesp Cel ON subia 7,00% e PN, 2,49%. TCO ON operava com ganho de 6,94% e a PN, +1,79%. Tele Leste Cel ON operava estável e a ação PN subia 3,42%. CRT ON +6,10% e PNA, +1,32%.

A ação da Portugal Telecom fechou em alta de 0,1% nesta quarta-feira em Lisboa, depois de disparar 18,5% ontem, com especulações sobre a possibilidade de uma contra-oferta em reação à do Sonae. Os rumores aumentaram após um jornal de Lisboa relatar hoje que o Banco Espírito Santo, um dos maiores acionistas da PT, com participação de 8,5%, estaria preparando uma contra-oferta em associação com outros acionistas portugueses e grupos de negócios. A contra-proposta teria de ser pelo menos 5% superior ao valor proposto pelo Sonae na segunda-feira, de 9,5 euros por ação.

Outro destaque de alta era TIM Participações, cujos papéis ON e PN subiam 2,73% e 2,56%, respectivamente.

Cesp PN disparava 7,51%, após 373 negócios, de longe a maior alta do Ibovespa. Até o início da tarde Deutsche era o principal destaque na compra, enquanto Novinvest aparecia com o maior saldo na ponta contrária. Em 2006, a valorização da ação se aproxima dos 60%. Operadores não apontam fato novo além da proximidade do leilão da Transmissão Paulista (Cteep), cujos recursos serão utilizados para capitalização da Cesp.

Além de Cesp, várias elétricas figuram na lista de maiores altas do principal índice da Bolsa. Light ON sobe 2,93%, Transmissão Paulista PN ganha 2,77% e Eletropaulo PN, +2,11%.

As quedas de Petrobras e Vale do Rio Doce puxam o Ibovespa para baixo, acompanhando as quedas acentuadas dos papéis ligados a commodities nos mercados internacionais. A ação PN da estatal recuava 0,88%, com volume de R$ 195 milhões, Vale PNA caía 1,68% (giro de R$ 159 milhões), e Caemi PN, -1,93%.

Balanços - As ações do grupo Gerdau seguem a baixa do setor siderúrgico e reagem aos resultados de 2005, anunciados hoje. Gerdau PN caía há pouco 1,79%. A companhia registrou lucro líquido consolidado de R$ 3,245 bilhões em 2005. O resultado foi discretamente maior que os R$ 3,235 bilhões de 2004, com variação de 0,3%. A ação PN da Metalúrgica Gerdau recuava 1,47%.

O pacote de estímulo para a construção anunciado ontem pelo governo Federal atinge 95% dos produtos fabricados pela Gerdau, de acordo com o vice-presidente sênior, Frederico Gerdau Johannpeter. Segundo o executivo, isso significa uma queda de 5% no preço final.

Os executivos da empresa esperam que as medidas elevem o consumo do setor. No ano passado, as vendas no Brasil caíram 9,6%, para 3,508 milhões de toneladas, em razão da fraca demanda da construção. Para este ano, a projeção, antes do pacote, era de um crescimento de 3% a 3,5% para o Produto Interno Bruto (PIB), que resultaria em uma expansão de 6% na demanda por aços longos. Agora, no entanto, esses porcentuais deverão ser revisados conforme o comportamento dos próximos meses.

Como esperado, o balanço da Braskem veio ruim, diante do cenário de margens pressionadas com a queda do dólar e o aumento dos preços do petróleo, porém a ausência de surpresas já foi vista como positiva. Há pouco, as ações PNA da petroquímica operavam em alta de 0,23%. A companhia informou à CVM lucro líquido de R$ 625,837 milhões, 8,91% abaixo dos R$ 687,027 milhões de 2004.

Os papéis PN da Souza Cruz também reagem em alta (+2,85%) ao balanço anual. O lucro de R$ 692,7 milhões apurado pela empresa em 2005 ficou dentro das estimativas dos analistas consultados pela Agência Estado (Fator Corretora, Ágora Sênior, UBS e BES Securities) que previam, em média, resultado de R$ 690 milhões.

O Santander Banespa registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,643 bilhão no ano passado, com queda de 6,1% em relação ao resultado de R$ 1,750 bilhão apresentado em 2004. No final de dezembro, o patrimônio líquido consolidado era de R$ 4,794 bilhões. O banco apresentou retorno de 31,3% sobre o patrimônio líquido médio em 2005, o que significa uma queda em relação aos 33,5% do ano anterior.

Álcool - Os papéis ON da Cosan operam em queda de 3,05%, para R$ 98,50, de volta abaixo da casa de R$ 100. As conversações entre governo e usineiros sobre o preço do álcool parecem que estão começando a surtir efeito junto ao consumidor. Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz, pela primeira vez, desde o início de dezembro, o preço do álcool combustível no varejo registrou desaceleração, no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). O preço do produto subiu 9,06% no indicador de até 7 de fevereiro, ante alta de 10,23% apurada na semana anterior, de até 31 de janeiro. (Vinícius Pinheiro)

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