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terça-feira, fevereiro 21, 2006

CENÁRIO 1: BRADESCO SOBE NA EXPECTATIVA POR BALANÇO; ITAÚ CAI

(AE)

São Paulo, 21 - O pregão de hoje na Bolsa é morno e apenas as oscilações de Light e Banco do Brasil destoam; a primeira lidera as altas; a segunda, as quedas. Há pouco o Ibovespa estava estável, com alta de 0,27%, aos 38.644 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,03 bilhão.

O dia começou com os números da performance do Itaú em 2005. A última linha apresentou ganho de R$ 5,251 bilhões, em alta de 39,06% em relação a 2004, resultado dentro do esperado.

Porém o Itaú divulgou provisão excedente de R$ 170 milhões no quarto trimestre do ano, elevando o saldo dessa reserva para R$ 1,370 bilhões. A provisão se deve ao aumento do crédito, com leve crescimento de inadimplência no quarto trimestre do ano. As operações vencidas há mais de 60 dias correspondiam a 3,5% da carteira total em dezembro, contra 3,3% em setembro e 2,9% no final de 2004.

O resultado detonou realização nas ações do setor, que vinham com muitos ganhos acumulados neste ano. Itaú PN -1,65%; BB ON -3,13%; Nossa Caixa ON -0,46% e Unibanco Units -0,92%.

A exceção é Bradesco PN, com 2% de alta e o terceiro maior giro do dia, de R$ 52 milhões. O banco divulga resultado amanhã e, espera-se, deverá superar o do Itaú e se situar na casa dos R$ 5,5 bilhões. No setor, o Morgan Stanley reduziu a recomendação para as ações do Banco do Brasil de overweight para underweight, citando a recente valorização do papel e "resultados fracos (lucro por papel)". Ontem, o BB anunciou lucro líquido de US$ 346,8 milhões no quarto trimestre, com queda de 4,4% na comparação com igual período do ano anterior. A performance ficou 22% abaixo do previsto pelo Morgan Stanley.

Esta manhã, a Nossa Caixa publicou edital de venda do controle acionário da Nossa Caixa Capitalização. Serão ofertados um total de 3,078 milhões de papéis ordinários, equivalentes a 57% do capital da empresa. O preço mínimo por ação foi fixado em R$ 8,68, o que representa um montante total de R$ 26,717 milhões. O leilão de venda será realizado na Bovespa e está previsto para o dia 26 de abril de 2006.

Light ON continua puxando as altas, após surpreender os analistas com seu desempenho em 2005. O papel sobe 4,32%, para R$ 16,90. A empresa saiu de prejuízo de R$ 97,606 milhões em 2004 para lucro de R$ 242,844 milhões em 2005 e está na expectativa pela definição de sua venda. A partir de amanhã, por conta da incorporação das ações da Light Serviços de Eletricidade (LIGH3) pela Light S/A (LIGT3), as ações LIGH3 integrantes dos índices da Bovespa serão substituídas (na proporção de um para um) por ações LIGT3.

Também sobem Aracruz PNB +3,52% e VCP PN + 2,64%. Entre as principais baixas, estão BRT Participações PN -3,13% e Itaúsa PN -3%.

Ainda entre os balanços, as ações preferenciais da Telesp abriram em alta hoje, mas viraram e registravam perda de 1,79%. O lucro veio dentro do esperado, e o destaque foi o bom crescimento entre os usuários de seus serviços de banda larga.

A empresa divulgou lucro líquido de R$ 2,541 bilhões em 2005, com crescimento de 16,5%, praticamente em linha com as projeções de analistas consultados pela AE, cuja média apontava ganho de R$ 2,646 bilhões no período. O mesmo aconteceu com o Ebitda do intervalo. A empresa divulgou uma geração operacional de caixa de R$ 6,552 bilhões no ano passado (+8,5%), ante previsão média de R$ 6,590 bilhões.

A Telesp informou ainda que registrou um aumento de 46% na base de clientes do Speedy, serviço de conexão à internet que utiliza a tecnologia ADSL. O número de linhas instaladas aumentou 0,6%, para 14,319 milhões, enquanto o número de linhas em serviço caiu 0,9%, para 12,347 milhões.

Petrobras PN lidera os giros, com R$ 128 milhões e alta de 1,13%. Hoje o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que está em avaliação o desmembramento de ADRs da estatal para os próximos meses. Segundo ele, o valor hoje das ações da Petrobras em Nova York (ADR PN a US$ 85, e ADR ON a US$ 93) é um dos mais altos entre os negociados na Bolsa de Nova York. "Estamos contratando as pessoas certas para fazer esse tipo de desmembramento em breve".

O diretor também afirmou que outra medida que deve ser tomada ainda este ano é a migração da empresa para o Nível 1 da Bovespa.

Marcopolo apresentou resultados que surpreenderam os analistas positivamente. O lucro líquido de R$ 82,401 milhões apurado pela Marcopolo em 2005 foi superior ao estimado pelos analistas ouvidos pela Agência Estado. A média apontava para ganho de R$ 69,3 milhões no ano passado.

O Ebitda médio estimado (sem ajuste) de R$ 111,2 milhões também superou as estimativas, que eram de R$ 96 milhões (sempre sem ajuste). A empresa já divulgara a receita líquida de R$ 1,709 bilhão, com alta de 6,5% sobre o ano anterior. A ação chegou a subir 4,96%; há pouco perdia 1,92%, para R$ 6,13.

Ainda no noticiário, a produção mundial de aço cresceu 5% em janeiro ante igual mês de 2005, segundo dados divulgados há pouco pelo International Iron and Steel Institute (IISI). A China, mais uma vez, foi o grande destaque, com crescimento de 20,7% na produção em janeiro ante igual mês de 2005, para 30,3 milhões de toneladas. No caso do Brasil, segundo o IISI, a produção ficou "praticamente estável" em janeiro deste ano ante igual mês de 2005, em 2,6 milhões de toneladas. O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) deve divulgar ainda hoje os dados nacionais do setor.
(Ana Paula Ragazzi)

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