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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

CENÁRIO 1: BRADESCO REALIZA APÓS BALANÇO; ELÉTRICAS SOBEM

(AE)

São Paulo, 22 - Tal qual Itaú ontem, hoje as ações do Bradesco estão em queda após o mercado conhecer os dados do desempenho do banco em 2005. Não houve nada de errado com o informe, que trouxe, mais uma vez, números recordes. A movimentação é atribuída à realização de lucros, uma vez que a ação engatou forte avanço ontem, para fechar com a maior alta do dia, de 3,74%. Na terça-feira, em tendência oposta, vários papéis do setor bancário apresentaram queda expressiva na Bolsa paulista.

Há pouco, o Ibovespa valorizava 1,13%, para 38.594 pontos, com giro financeiro de R$ 1,48 bilhão.

O Bradesco lucrou R$ 5,514 bilhões em 2005, com crescimento de 80,2% em relação ao ano anterior, valor recorde. O ganho ficou levemente abaixo das expectativas dos analistas, que eram da ordem de R$ 5,592 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 32,1%, contra 22% em 2004. A carteira de crédito do banco, incluindo avais e fianças, alcançou a marca de R$ 90,8 bilhões em 2005, com evolução de 28% no ano e de 8,2% no trimestre. Assim como os outros bancos, o Bradesco fez provisão excedente para a carteira de crédito - no caso, no valor de R$ 62 milhões no quarto trimestre. Segundo o banco, a elevação está em linha com o desempenho da carteira de empréstimos, que evoluiu principalmente nas operações de pessoa física, que embutem maior risco.

O ponto do balanço que mais impressionou analistas foi a melhora no índice de eficiência da casa trimestre a trimestre no ano passado. O índice acumulado de 12 meses era de 44,8% em dezembro, contra 45,7% em setembro, 48,1% em junho e 52,7% em março. No final de 2004, o índice estava em 55,5%. Nesse item do balanço, quanto menor o porcentual, maior é a eficiência.

Para breve comparação, o lucro do Itaú foi de R$ 5,251 bilhões no ano passado, com crescimento de 39,06% em relação a 2004. O índice de eficiência do Itaú também melhorou no quarto trimestre de 2005 em relação ao trimestre anterior - mas ficou em 50,1%, contra 50,5% no período de julho a setembro. Apesar disso, o índice apresentou uma piora em relação ao quarto trimestre de 2004, quando era de 48,0%.

Relatório distribuído hoje pela Global Invest avalia que a valorização das ações dos dois bancos é muito superior ao aumentos dos lucros das casas. Bradesco acumula alta de 275% e Itaú, 85%.

Porém o banco de investimentos Morgan Stanley elevou o preço-alvo dos ADRs do Banco Itaú de US$ 30,00 para US$ 37,00. Em relatório, o analista Jorge Kuri revisou em alta também a estimativa para lucro líquido do Itaú em 2006 em 1%, de R$ 6,354 bilhões para R$ 6,447 bilhões. "Acreditamos agora que o ROE (retorno sobre o patrimônio) vá atingir 32,6% em 2006", diz Kuri. Ele igualmente elevou a projeção de longo prazo do ROE do banco de 25% para 27%.

Ainda no setor, foi divulgado o leilão da oferta pública secundária de distribuição de bônus de subscrição do Banco do Brasil, que compreenderá um total de 4,155 milhões de papéis, ao preço mínimo de R$ 30,00 por bônus, o que equivale a um montante de R$ 124,667 milhões. O leilão será amanhã, às 15h, no sistema eletrônico de negociação da Bovespa.

Bradesco PN cai 2,66% e apresenta o segundo maior giro do dia, de R$ 136 milhões - Petrobras PN negocia R$ 156 milhões, estável. Itaú PN +0,28%; BB ON estável; Unibanco Units valoriza 1,89%. Nossa Caixa ON cai 1%.

O pregão de hoje mostra a reação de várias ações aos balanços de 2005 recém divulgados: Natura, Lojas Americanas, ALL e Confab.

O lucro líquido da Natura, de R$ 396,9 milhões, cresceu 32,2% frente ao ano anterior e ficou bem próximo do esperado, assim como a receita líquida e o Ebitda, que alcançou R$ 564,4 milhões (+30,8%). A companhia informou que vai investir R$ 180 milhões em 2006, o que representará um aumento de 62% em relação a 2005. Também foi divulgada a intenção de constituir subsidiárias nos Estados Unidos, Rússia e Reino Unido.

Além disso, a Natura comunicou que fará o desdobramento de suas ações de 1 para 5, a partir de 31 de março, medida que não era esperada, mas faz sentido diante do patamar do preço da ação - há pouco, o papel subia 1,21% para R$ 125,50. Recentemente, Itaú e Petrobras fizeram desdobramentos, com a intenção de atrair mais investidores de pequeno porte, como a pessoa física.

ALL Unit valorizava 2,06%, cotada a R$ 124,50. A empresa reportou lucro líquido de R$ 171 milhões, com alta de 14% e13% acima da projeção dos analistas consultados pela AE. O Ebitda foi de R$ 457 milhões e cresceu 30% sobre 2004, também próximo ao esperado. O endividamento líquido da companhia de transportes caiu 43,5% em 2005 na comparação com o ano anterior, de R$ 171,3 milhões para R$ 96,9 milhões

O presidente da ALL, Bernardo Hees, estima que o volume de carga transportada pela companhia em 2006 crescerá entre 12% e 15% em relação a 2005, quando a ALL atingiu movimento recorde 19,9 milhões de toneladas por quilômetro útil (TKU). Segundo ele, a previsão é mais otimista do que em 2005, quando o total transportado subiu 7% sobre o ano anterior. Hees confirmou que a empresa disputará a aquisição de três ferrovias do grupo Brasil Ferrovias, conforme antecipado ontem pela Agência Estado.

Lojas Americanas PN sobe 2,41% para R$ 94,49. após o balanço divulgado pela companhia apresentar crescimento no lucro, receita e Ebitda. A varejista lucrou R$ 176,1 milhões, com avanço de 174,7%. Segundo esclareceu a empresa, o dado contempla a realização de R$ 200 milhões como resultado não operacional, relativo ao ganho de capital obtido através do acordo com o Banco Itaú, para a criação da financeira Americanas Taií.

O Ebitda da Americanas teve incremento de 20,5% e somou R$ 330,9 milhões; enquanto a margem Ebitda passou de 12,1% para 12%. A receita líquida teve alta de 21,5% e atingiu R$ 2,767 bilhões.

O desempenho do braço de comércio eletrônico do grupo, a Americanas.com, também continuou a demonstrar sua força. O faturamento consolidado do segmento registrou alta de 99,3%, para R$ 864,8 milhões.

Ainda com relação à temporada de balanços de 2005, antes da abertura do mercado a Suzano Petroquímica divulgou uma orientação prévia sobre seu desempenho operacional em 2005. Além de alguns números, a empresa explicou que divulgará resultados pro forma em 14 de março, por conta de reestruturação societária após assumir o controle integral da Polibrasil em 1º de setembro do ano passado.

Com relação aos dados operacionais da Suzano Petroquímica Controladora, a empresa destaca que o segmento de polipropileno apresentou comportamento sazonal típico no quarto trimestre do ano passado e afetou negativamente o desempenho das vendas. A taxa de utilização da capacidade média foi de 88% no quarto trimestre e de aproximadamente 90% em 2005 - 1 ponto percentual acima da registrada em 2004. Há pouco, o papel valorizava 0,22%.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu processo de audiência pública para discutir os critérios do repasse às tarifas dos consumidores dos custos, para as distribuidoras, de eventuais excessos de compra de energia. O mecanismo já estava previsto na regulamentação das novas leis do setor elétrico, mas falta a definição, pela Aneel, de como será feito esse repasse e de como será calculado esse excesso de contratação.


Hoje as elétricas puxam as altas. Cemig PN + 5%; ON + 4,83%. Eletrobrás ON + 4,29% e PNB + 4,26%. Operadores apontam que ontem Eletrobrás sofreu queda forte e apenas se recupera. No entanto, segundo operadores, há especulação no mercado em torno dos resultados anuais das empresas. Fala-se que a Eletrobras reportará lucro de R$ 2,5 bilhões no ano.

Ainda no setor, a Cesp precificou uma emissão de US$ 300 milhões de bônus com vencimento em cinco anos, em 2 de março de 2011. O montante foi elevado em relação ao volume de US$ 200 milhões planejado originalmente. Os bônus oferecem cupom (juro nominal) de 10% e o preço de emissão ficou em 99,0406% do valor de face, o que dará um rendimento de 10,25% para o investidor, segundo um gerente de fundos que monitora a transação. Cesp PN sobe 2,36% , enquanto CTEEP PN puxa as quedas, em baixa de 4,30%.

Neste momento, a GOL realiza apresentação na Airline, Aerospace and Airfreight Conference do JP Morgan. O papel valoriza 1,41%.
(Ana Paula Ragazzi)

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