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terça-feira, fevereiro 07, 2006

BRASKEM DEVE LUCRAR R$ 666 MI EM 2005, QUEDA DE 3,61%, PARA ANALISTAS

(Agência Estado)

São Paulo, 07 - A petroquímica Braskem deve divulgar na próxima quarta-feira lucro líquido de R$ 666 milhões em 2005,
3,61% menor em comparação com o do ano anterior, conforme média simples das estimativas de especialistas das
corretoras Geração Futuro, Fator, ABN Amro Real e BES Securities. A projeção de Ebitda é de R$ 1,947 bilhão, 23,61% a
menos, e receita líquida de R$ 11,549 bilhões, 4,58% superior.

O lucro líquido calculado pelos analistas, muito semelhante ao de 2004, deverá ter influência de maiores despesas
operacionais, decorrentes do crescimento de gastos administrativos com estudos de viabilidade para a implantação de
novos projetos e de novos produtos, e investimentos em recursos tecnológicos, como para o centro de desenvolvimento de
resinas especiais e semicommodities da companhia, em Triunfo (RS).

Além disso, os custos para captações, como emissão de debêntures, podem ter influenciado a última linha, diz Lucas
Brendeler, da Geração Futuro. Ele estima lucro de R$ 632 milhões, 8,54% menor. O valor é quase igual ao resultado do
primeiro semestre do ano. Gina Montone, da ABN Amro Real, projeta lucro líquido de R$ 678 milhões, 1,88% inferior. "O
resultado final poderia ter sido melhor, caso a nafta não tivesse pressionado tanto", avalia Brendeler.

Ele e Gina Montone assinalam também a queda do resultado financeiro negativo, estimada em 28,45%, para R$ 845
milhões, já demonstrando que o alongamento do perfil da dívida, com taxas menores. Além disso, a apreciação do real
reduziu o impacto do débito em dólares, que no ano passado representava cerca de 70% do total.

Na opinião dos analistas Marcello Milman, da BES, e Lucas Brendeler, as vendas em volume da Braskem somaram 4,597
milhões de toneladas, 6,15% a mais. O incremento das vendas físicas elevou a receita mesmo diante de preços defasados
em comparação à média praticada em 2004. Para Brendeler, a receita de polietilenos e polipropileno cresceu 10%, a de
vinílicos (PVC e soda cáustica) caiu 4,6% e a de petroquímicos básicos (eteno, propeno e aromáticos) subiu 10%.

Apesar do aumento no volume de vendas e da receita, Gina Montone avalia que a queda da geração de caixa, projetada por
ela em R$ 2,029 bilhões (20,4% a menos), deveu-se ao efeito da elevação do custo da nafta, fração do petróleo.

Segundo ela, a desvalorização do dólar não foi suficiente para amenizar o impacto da grande elevação do custo da nafta
(fração do petróleo), principal matéria-prima da Braskem. Ela assinala que se as vendas internas (que remuneram melhor os
produtos petroquímicos que no exterior) tivessem sido maiores o impacto do aumento do custo da nafta seria menor.

Lucas Brendeler, que projeta Ebitda de R$ 1,997 bilhão, 27,64% inferior, acrescenta que além da elevação da cotação da
nafta, o recuo dos preços dos produtos finais reduziu a margem bruta de 25% para 19% e a margem Ebitda de 23,1% para
17%.

Marcello Milman estima geração de caixa da ordem de R$ 1,986 bilhão, 22,08% menor, margem bruta de 19% e margem
Ebitda de 17,2%. E Luiz Felix Cavallari, da Fator, prevê Ebitda de R$ 1,776 bilhão, queda de 30,32%.

Sobre o quarto trimestre, os analistas da ABN Amro Real, BES Securities e Geração Futuro projetam prejuízo de R$ 23,46
milhões ante lucro de R$ 487 milhões no mesmo período de 2004. As despesas financeiras deverão ter forte impacto,
porque saltaram de R$ 60 milhões para R$ 622 milhões (a maior parte dos R$ 846 milhões no ano). A dívida líquida deverá
encerrar 2005 em R$ 2,820 bilhões, 27,09% menor que no exercício anterior.

Além disso, a previsão sobre a reversão para prejuízo é atribuída ao custo maior da nafta ante a impossibilidade de repassar
a alta em um ambiente de fraca demanda interna. "As petroquímicas não conseguiram manter a rentabilidade, pois tiveram
de elevar as exportações, para não reduzir o uso da capacidade instalada nem acumular estoques", analisa Lucas
Brendeler.

Já o especialista da Fator Corretora, Luiz Felix Cavallari, projeta lucro líquido de R$ 20 milhões. Um número que, segundo
ele, se aproxima do zero, em razão da significativa corrosão da margem operacional.

A média projetada pelos analistas para a receita líquida nos três últimos meses do ano é da ordem de R$ 2,740 bilhões,
2,07% menor, e o Ebitda recuará 43,58%, para R$ 373,25 milhões, queda explicada pelo custo da nafta mais alto e maior
amortização da dívida líquida.
(Viviane Mottin)

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