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terça-feira, fevereiro 14, 2006

Aposentadoria: estudo define as cinco fases emocionais desta época da vida

Fernanda de Lima, 13/02/06, InfoMoney

SÃO PAULO - Não há como contestar que, muitas vezes, ao decidirmos sobre o que fazer com o dinheiro, somos influenciados pelo estado de espírito em que nos encontramos. Essa constatação tem levado à divulgação de estudos sobre o comportamento emocional das pessoas com relação ao dinheiro.

Não há como negar que a aposentadoria é uma fase da vida em que é preciso alcançar equilíbrio financeiro e emocional. Porém, se de um lado o planejamento financeiro desta fase da vida é, cada vez mais, levado a sério pelas pessoas, não se pode dizer o mesmo do planejamento emocional.

Estudo avaliou pessoas com 40 a 75 anos
Nos EUA, contudo, Ameriprise Financial, consultoria norte-americana especializada em estudos sobre aposentadoria, divulgou no início de 2006 um estudo inédito, que analisa os cinco estágios emocionais da aposentadoria. O estudo se baseou em pesquisa de mercado conduzida pela Harris Interactive, que envolveu cerca de duas mil entrevistas telefônicas com adultos entre 40 e 75 anos.

Quando perguntados sobre os melhores aspectos da aposentadoria, 44% dos entrevistados afirmaram ser a capacidade de controlar o próprio tempo; 23% acreditam que seja a possibilidade de relaxar; enquanto para 17%, esse seria o melhor momento para reinventar a vida. Preocupações com a saúde e perda de renda foram as duas reclamações mais comuns, sendo apontadas por 24% dos entrevistados. Em seguida ficou a perda de vínculos sociais de trabalho (22%).

Sobre as cinco fases
Porém, a constatação mais interessante do estudo, sem dúvida, foi a de que, do ponto de vista emocional, a aposentadoria deve ser vista como tendo cinco fases. Ainda que esse não tenha sido o objetivo do estudo, que avaliou apenas os aspectos emocionais, abaixo avaliamos cada uma dessas fases do ponto de vista das decisões financeiras que você deve tomar.

Imaginação: 15 anos antes
Essa fase começa ao redor dos 45 anos, uma vez que a decisão de quando parar varia de pessoa para pessoa. Faltando ainda um bom tempo para a aposentadoria, nessa fase as pessoas tendem a manter uma atitude bastante positiva. O estudo constatou que, pouco menos de metade (44%) afirmou estar se preparando para a aposentadoria, sendo que a expectativa da maioria é de que a aposentadoria será uma época para aventuras (65%) e de assumir controle (53%).

Do ponto de vista financeiro, contudo, esse é um momento importante, em que é preciso planejar, definir o que pretende fazer durante a aposentadoria, pois só assim é possível ter uma idéia clara do quanto será preciso acumular antes de parar de trabalhar. Em geral, nessa fase as pessoas se encontram em um estágio mais avançado de suas carreiras, onde a renda é maior, o que exige um esforço maior de poupança, se você quiser ter uma aposentadoria tranqüila.

Antecipação: 5 anos e contando
Com a maior proximidade da aposentadoria, apesar da maior ansiedade, a maioria dos entrevistados demonstrou estar otimista, tanto que 80% deles afirmaram que poderão finalmente alcançar seus sonhos.

Porém, com o passar do tempo, faltando menos de dois anos para a aposentadoria, as preocupações crescem e 22% já afirmam ter um sentimento de perda com a chegada dos anos de trabalho. No que refere à decisão de quando parar, os dois aspectos mais importantes são: a independência financeira (18%) e a chegada de um aniversário significativo como, por exemplo, completar 65 anos (16%).

O momento, do ponto de vista financeiro, é de revisão do seu planejamento, sobretudo nos casos em que, devido a erros de percurso, a pessoa ainda está longe de alcançar a meta financeira estimada na fase de imaginação. A menos que você, efetivamente, não possa se manter na ativa, não é recomendável que pare de trabalhar antes de ter acumulado o suficiente. Apesar de faltarem poucos anos, o peso em termos de poder aquisitivo durante a aposentadoria pode ser grande.

Liberação: o primeiro ano
O primeiro ano após a aposentadoria é marcado por muita felicidade, alívio e entusiasmo: 78% dos aposentados afirmam estar aproveitando ao máximo essa época da vida. Porém, assim como acontece no casamento, passada a "lua de mel", que, neste caso, descreve o período até três anos após a aposentadoria, o sentimento de liberação é substituído pelo de preocupação.

Essa é uma época em que é preciso ter cuidado com os gastos, pois saques excessivos nos primeiros anos podem acabar comprometendo a sua qualidade de vida nos anos seguintes. Em geral, a recomendação é de que os saques não superem 5% do valor do patrimônio.

Redirecionamento: 15 anos depois
Passado o período inicial, até 15 anos após a aposentadoria, o entusiasmo inicial é substituído por sentimentos de vazio (49%), preocupação (38%), aborrecimento (34%). Nessa etapa da aposentadoria o estudo constatou que a maior parte dos entrevistados, cerca de 40%, é composta por pessoas que se sentem preocupadas e lutam para sobreviver.

É nessa fase da aposentadoria que os erros de planejamento financeiro são mais sentidos, até porque, em alguns casos, coincidem com uma época de deterioração da saúde física e, conseqüentemente, aumento de gastos. Não é à toa, portanto, que nessa fase a maior preocupação seja de garantir a duração do patrimônio. Nos casos em que ficar evidente que isso não é possível, é preciso rever expectativas e planos.

E isso é bastante duro, sobretudo nesta fase da vida, quando é particularmente difícil identificar novas fontes de renda, de forma que qualquer melhoria orçamentária deve, necessariamente, passar pelo corte de gastos.

Reconciliação: mais de 15 anos depois
Essa é uma época para reflexão e, em muitos casos, de contentamento e aceitação pessoal. Nessa fase da aposentadoria, as pessoas já se acostumaram ao novo ritmo de vida, e têm uma visão mais clara do que ainda podem esperar da vida.

Para 5% dos entrevistados, o momento é marcado por uma leve depressão: 22% afirmaram ficar tristes ao pensar que devem refletir sobre o final de suas vidas. Mais conformadas com o sentido que deram para as suas vidas, esses aposentados se preocupam, sobretudo, em deixar um legado pessoal. Em alguns casos, essa meta pode ser financeira, ou seja, existe intenção real de deixar uma herança para os filhos ou netos. É hora, portanto, de pensar na melhor forma de efetuar essa transferência patrimonial.

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