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quinta-feira, janeiro 26, 2006

Com forte volume, Ibovespa fecha em alta, a inéditos 38 mil pontos

Por: Equipe InfoMoney
26/01/06 - 19h52
InfoMoney

SÃO PAULO - Beneficiado pelo bom desempenho de Wall Street e pela tranqüilidade proveniente do depoimento do ministro Antonio Palocci à CPI dos Bingos, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou em alta de 1,64%, a 38.014 pontos, marcando novo recorde histórico de fechamento. O volume financeiro foi expressivo e movimentou R$ 2,869 bilhões.

As principais bolsas norte-americanas avançavam, com destaque para os papéis das gigantes Caterpillar e Lockheed Martin, que publicaram lucros trimestrais acima do esperado. O otimismo nas referências acionárias dos EUA contaminou as negociações na bolsa paulista.

Outro fator por trás da valorização do Ibovespa nesta quinta-feira foi a queda do risco país. Refletindo o bom desempenho dos títulos da dívida externa brasileira, o indicador se aproximou dos 260 pontos base, em seu novo piso histórico, contribuindo para o ingresso de recursos no país.

Depoimento de Palocci não assustou, mais uma vez
Antes um fator de certa preocupação entre os investidores, o depoimento de Palocci à CPI dos Bingos não trouxe maiores turbulências ao mercado. O ministro da Fazenda negou qualquer esquema de corrupção quando de seu mandato como prefeito de Ribeirão Preto e descartou a possibilidade de se candidatar a algum cargo nas eleições deste ano.

Entre os indicadores econômicos divulgados no âmbito doméstico, destaque para a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O documento não deu sinais a respeito de uma eventual maior velocidade do processo de afrouxamento monetário, mas enfatizou que a aceleração da inflação verificada no início deste ano é apenas pontual, de caráter fundamentalmente sazonal.

A percepção de que a escalada nos preços em janeiro não contamina a expectativa de inflação de longo prazo trouxe ânimo ao mercado, à medida que parece permitir um processo consistente de redução do juro básico brasileiro.

Em sua segunda forte alta consecutiva, as ações preferenciais da Bradespar, holding com participação significativa na Vale do Rio Doce, dispararam e subiram 7,96%, para R$ 75,95, ainda sob a influência do anúncio de incorporação das ações da CAEMI pela maior mineradora brasileira.

Em contrapartida, as ações ordinárias da Light recuaram 3,21% nesta quinta-feira, para R$ 15,63, com investidores dando seqüência ao movimento de realização de lucros iniciado no pregão anterior, após quatro sessões consecutivas em alta.

Dólar na casa dos R$ 2,23
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2310, o que representa uma queda de 0,76% frente ao fechamento anterior. A queda do risco país, uma menor intensidade das atuações do Banco Central no câmbio e o depoimento de Palocci pressionaram a cotação da moeda norte-americana.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 130,55% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,42%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 265 pontos base, baixa de 5 pontos base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA: maior em alta em três semanas
Nos Estados Unidos, favorecidas pela publicação de resultados corporativos acima do esperado, as principais bolsas do país operam com sua maior valorização em três semanas.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, opera em alta de 1,01% e atinge 10.818 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Nasdaq Composite valoriza-se 0,97% a 2.282 pontos, da mesma forma, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, subiu 0,83% a 1.275 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou alta de 2,24% e atingiu 5.549 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 1,79% chegando a 4.877 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 0,32% a 5.723 pontos.

Dois índices de preços saem na sexta-feira
Na sexta-feira, são esperados o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor-15) do IBGE, que reflete a inflação nacional entre os dias 15 de dezembro e 15 de janeiro, e o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fipe), da terceira quadrissemana de janeiro.

Nos Estados Unidos, serão divulgados os números da prévia do GDP, sigla em inglês para Produto Interno Bruto, e de seu deflator. Ambos refletem a produção econômica real do quarto trimestre de 2005.

A agenda da semana termina com o New Home Sales de dezembro, que mostra o número de casas novas nos EUA com compromisso de venda para dezembro do ano passado. Interessa, portanto, ao setor imobiliário e à economia como um todo.

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