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terça-feira, dezembro 27, 2005

Investir olhando para o longo prazo reduz o risco da aplicação em ações

Equipe InfoMoney, 26/12/05

SÃO PAULO - O investimento em Bolsa é recomendado para quem trabalha com uma perspectiva de longo prazo. Esta frase é repetida constantemente para os investidores que pensam em aplicar no mercado acionário, o que, muitas vezes, acaba desencorajando os mais conservadores.

Embora seja possível obter bons resultados investindo em ações no curto prazo, o investimento em Bolsa, refletindo a variabilidade de retorno em períodos mais curtos, realmente traz melhores resultados quando analisado por uma ótica de longo prazo.

Bolsa mostra melhor retorno no longo prazo
Analisando o desempenho do Ibovespa no período entre o início de 1996 e o final de 2005, dez anos, portanto, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo mostrou retorno real anual médio de pouco mais de 11% ao ano, considerando o IGP-M como deflator. Um ótimo resultado, principalmente levando em conta as quedas ocorridas entre 2000 e 2002.

Já o CDI registrou uma rentabilidade real anual de cerca de 10%, refletindo o elevado patamar da taxa básica de juro da economia, a Selic, no período analisado. Em apenas um dos anos, 2002, o desempenho em termos reais foi negativo, refletindo a forte aceleração da inflação em função da disparada do dólar.

Desta forma, mesmo considerando o elevado nível dos juros no Brasil, o investimento em ações conseguiu, na média, mostrar uma rentabilidade superior à renda fixa. Isso faz sentido, já que a aplicação em bolsa é mais arriscada, como os números abaixo deixam claro.

Possibilidade de recuperar perdas
Se a rentabilidade faz o investimento em bolsa mais atrativo em um período de dez anos, isso pode mudar se a análise for por períodos mais curtos. Simples: embora a chance de ganhar seja maior, o risco envolvido é muito mais elevado. Em outras palavras, o momento de entrada e saída faz a grande diferença no mercado de ações.

Quando investimos por períodos mais longos, cresce a probabilidade de recuperar as eventuais perdas. Por outro lado, quem aplica por períodos mais curtos pode precisar dos recursos de forma mais rápida, que pode coincidir com um momento ruim do mercado.

Os números não mentem
Vamos aos números, considerando um investidor que necessite dos recursos após três anos. Quem investiu no Ibovespa no final de 2002, conseguiu até o final de 2005 um ganho real de cerca de 140%, contra uma rentabilidade positiva de 36% do CDI no período. Certamente quem investiu em ações não teve do que reclamar.

Por outro lado, vamos considerar quem investiu pelos mesmos três anos, usando como ponto de partida dezembro de 1999. Neste caso, o Ibovespa registrou perda real acumulada de 56%, contra um ganho real em torno de 7% do CDI. Mesmo em um período considerado longo para a realidade brasileira, quem investiu em ações neste período e precisou sacar os recursos não deve ter boas memórias.

Se analisarmos os dados por outro ângulo, considerando os extremos de rentabilidade nestes 10 anos, a história se repete: cuidado ao investir em ações se sua perspectiva for de curto ou mesmo médio prazo. Enquanto a rentabilidade real anual do Ibovespa variou entre +110% e -34%, o retorno real do CDI flutuou entre 26% e -5%.

Isso não significa que o mercado de ações é arriscado e tem que ser evitado. No entanto, o investidor deve estar ciente de que aplicar em ações, em alguns casos, pode requerer mais paciência e sangue frio do que alguns estão acostumados. Ter a opção de manter os recursos investidos por um período mais longo pode fazer a diferença.

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